Crise Fiscal, governabilidade e a ética pública

Para onde vai a crise política?

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Por Edir Veiga 12 de agosto, 2015 - 05h34

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Sinais de crepúsculo: O destino do Governo Dilma.

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Por Edir Veiga 05 de agosto, 2015 - 06h23

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BARATA: O MERCADOR DE HONRAS ALHEIAS

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Por Edir Veiga 28 de julho, 2015 - 07h18

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Crise Fiscal, governabilidade e a ética pública

Para onde vai a crise política?

em por Edir Veiga 12 de agosto, 2015 - 05h34

         

            Estou assistindo atentamente as notícias sobre a crise fiscal no Brasil, a crise política, e ao mesmo tempo categorias judiciárias exigindo aumento salarial em padrões dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

         Parece que existe de um lado a desigualdade da sociedade brasileira e de outro o seu inimigo: o Estado. É como se existisse um saco sem fundo de recursos orçamentários a serem distribuídos dentre todos os segmentos sociais.

         Temos um paradoxo na sociedade brasileira. O Estado foi capturado pelas elites  portuguesas na colonização. Entre elite brasileira e portuguesa entre 1808 e 1831. E finalmente as elites  agrárias brasileiras passam controlar o espaço territorial da economia entre 1831 e 1930. Ou seja, temos  como herança um Estado patrimonializado pelas elites econômicas, burocráticas e políticas.

          Parece que todos querem continuar a “mamar” no Estado. Como se o Estado fosse uma panacéia para todas as deficiências econômicas dos grupos sociais. Até para festas folclóricas  querem que o Estado seja o principal financiador. Já assisti grupos culturais ameaçarem suspender  “festa tradicionais” se o Estado não financiar os gastos.

          A concentração de renda herdada de 400 anos de controle oligárquico do Estado, dá-se de duas formas bem comprovadas. A primeira através da concentração de renda, onde uma classe de 10% de pessoas controlam 50% da renda nacional. A segunda forma se dá dentro do serviço público: 30% de servidores controlam 70% dos recursos destinados aos salários  desta categoria.

         Esta  diferenciação intracategoria dentro do serviço se materializa através das  lutas salariais presentes: enquanto as categorias fiscais e judiciárias querem equiparação salarial aos ministros do supremo, os plebeus do serviço público estão em greve há três meses buscando atingir um piso salarial equivalente a  5 salários mínimos.

        Mas o centro do meu debate é a ética pública dos grupos de pressão em relação ao Estado Nacional. Como falamos, o Estado brasileiro foi usado durante 400 anos, até 1930 para pilhar os mais pobres da sociedade brasileira em favor dos mais ricos. Por certo a reinserção do Estado em defesa da sociedade deverá consumir pelo menos mais 100 anos.

        O moderno Estado brasileiro iniciou-se em 1930. Mesmo a corrupção estando presente na realidade do Estado brasileiro em todas as suas fases, podemos afirmar que nos últimos 85 anos o Estado Nacional vem resgatando parte de sua dívida com a parcela mais pobre da sociedade brasileira. Diferentemente do início do século 20, onde tínhamos 90% de analfabetos, hoje temos tão somente 8%. E se formos fazer o balanço na  infraestrutura industrial, saúde, distribuição de renda, perspectiva de vida, saneamento, comunicação, sem dúvida o Brasil deu um salto enorme nos últimos 85 anos.

         Neste momento vivemos uma enorme crise econômica, fiscal, política e de deslegitimação do Partido governante, o PT e da presidente Dilma, em função do escândalo de corrupção. Que se sintetiza na crise de governabilidade congressual, inflação em ascensão, recessão econômica e na crise fiscal do Estado, os gastos estão superando a receita: podemos afirmar que temos um consenso contigente da sociedade contra o governo. O  governo e o Estado brasileiro estão diante de uma tsunami e precisará de  enorme temperança das elites políticas para superá-la.

            Enquanto a elite de governo enfrenta este inferno “astral”  os grupos de pressão e a câmara dos deputados  só pensam  no seu umbigo. O governo precisa de um ajuste fiscal e os deputados  vem dinamitando  as iniciativas de austeridade governamental. O governo está sem caixa e os movimentos de servidores públicos, tanto a elite do funcionalismo como os “plebeus” pressionam  por aumento salarial.

            A crise do governo de Goulart entre 1963 e 1965  foi muito semelhante. O governo estava em crise econômica, social  e os movimentos civis e militares faziam greves por aumento salarial, e Jango acabou aumentando salários na tentativa de conquistar apoio sindical urbano, camponês e no movimento estudantil: todos sabemos do desfecho desta crise.

           Tanto agora, como no governo Jango, o congresso bloqueou o poder executivo, ou seja, causou paralisia de governo. As lutas ganharam as ruas, e nas ruas “leva” quem tem a força. Ao final o congresso foi fechado e todas as lideranças sindicais e estudantis foram exterminadas politicamente pela Ditadura Militar.

             Quando leio os escritos de Imanuel  Kant  vejo que nenhum grupo social ou político ostenta uma ética pública. Ninguém pensa na Democracia e no Estado de Direito Democrático. Todos esperam recursos intermináveis do Estado. O Estado parece um ente extra social. Parece que no Brasil a sociedade civil não compreende o Estado como a organização mais complexa e útil para a viabilização das ações coletivas essenciais.

             Vejo gente jogando lixo nas vias públicas para o “governo” limpar. Vejo estudantes em escolas públicas destruírem o prédio, carteiras  e banheiros porque acham que  é o governo que tem de limpá-lo. Os moradores sequer limpam a frente de suas casas. Moradores entopem os canais de esgoto  e depois, nas enchentes, bloqueiam as vias públicas e culpam o governo pelo alagamento de suas ruas e casas.

              Mas voltando à crise política em curso no Brasil, eu diria que uma crise econômica corrói de imediato a popularidade do governante. Mas quando esta crise coincide com escândalos de corrupção de monta inimaginável, a população passa a desejar o fim deste governo. A oposição então, como seria de se esperar, de qualquer oposição, busca amplificar o desgaste do governo.

                Qual o desfecho da crise? Não sei, não tenho bola de cristal. Sei tão somente que só um pacto político salva o governo e o ajuste fiscal. Como a oposição não topa esta pacto, somente a sociedade brasileira  poderá sinalizar para o tipo de desfecho desta crise em curso. Povo nas ruas contra ou a favor do governo podem definir este conflito.

                 Os delatores da operação Lava a Jato já apontam a conexão do financiamento de todas as campanhas do PT, PMDB e PSDB com o propinoduto da Petrobrás e do BNDES, Creio que com este viés não “impedem” a presidente, porque teriam de suprimir todos os grandes partidos brasileiros.  Creio que a oposição e Eduardo cunha deverão centrar suas ações oposicionistas no crime de prevaricação da presidente, caso as “pedaladas” fiscais sejam  comprovadas. Aí Dilma seria impedida por crime de responsabilidade.

                  Caso o congresso opte pela abertura do processo de impeachment o Brasil deverá passar os próximos meses em enorme crise social e política. Não está descartado confronto armado entre situação e oposição, como nos tempos de Vargas onde comunistas e fascistas se matavam nas ruas do Rio de Janeiro. Mas o maior prejuízo à sociedade brasileira será a quebra fiscal do estado e a presença de uma recessão duradoura, acompanhada de inflação e desemprego, ou seja: o Brasil retornaria aos anos de 1980.

                 Uma solução inesperada seria a renúncia de Dilma a ascensão do vice presidente Temer num inédito pacto político nacional tendo em mente o equilíbrio fiscal, econômico e a preservação do Estado Democrático de Direito.

                  Será que Dilma e o PT tomariam esta posição republicana, de forma unilateral, como se fossem se comportar como anjos num território habitado por demônios?

                  É esperar para ver.

                 

 

             

            

                      

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Sinais de crepúsculo: O destino do Governo Dilma.

em por Edir Veiga 05 de agosto, 2015 - 06h23

Para uma análise multidirecional de um momento político  algumas variáveis devem ser observadas:

A economia  nacional e sua inserção no contexto internacional. A legitimidade política doo governo central.  A governabilidade  no congresso e o grau de adesão ou não dos movimentos sociais à situação ou à oposição em relação ao governo.  A ação dos mídias   em relação ao confronto político em curso.

Caso sejamos capazes de analisar as variáveis centrais (economia e política) e sua interface com outros variáveis menos centrais, então poderemos estabelecer com boa probabilidade de acerto as tendências mais prováveis para o desfecho de uma crise política.

Já existe um consenso dentro da ciência política contemporânea de que existe um tripé responsável pela  estabilidade estratégica de  um governo:  Economia, Política e Equilíbrio fiscal do Estado. Quando qualquer um  destes fatores entram em desequilíbrio há uma contaminação recíproca como se fosse uma ação endêmica intra pólis.

Quando uma economia entre em recessão ela imediatamente corrói com a avaliação política  de um governo. Quando uma crise política profunda se prolonga, ela contamina  em consequência todo o sistema econômica, capilarizando até os consumidores. Quando o  Estado entre em crise fiscal, ele contamina a economia e a política.

Neste momento temos no Brasil uma crise econômica se aprofundando, a partir da recessão em curso e de uma inflação que insiste em crescer. Estamos assistindo uma violenta crise política impulsionada a partir do escândalo do Petrolão. O Estado brasileiro apresentou no mês passado um ´deficit em conta corrente. Ou seja, o governo gastou mais do que arrecadou. E finalmente, os noticiários da crise de governo persiste e se perpetua nas manchetes diárias gerando enorme sangramento na em um governo já anêmico.

Qual o desfecho mais provável da crise?

Para analisar o desfecho mais provável da crise devemos olhar para a relação executivo-legislativo e da interface do governo e da oposição com os movimentos da sociedade civil. Neste momento  existe claros sinais de que os grandes partidos da base do governo começam a se afastar estrategicamente do governo Dilma. Hoje o PT já tem pouco poder de mando no congresso nacional.

A pauta bomba em curso e o isolamento parlamentar do PT dentro do congresso indicam que a crise caminha para um desfecho contra o governo Dilma. A questão é: como a oposição e o PMDB pensarão em abrir o processo do impeachment? A oposição tucana quer o impeachment já, pois quer novas eleições presidenciais antes de Dilma completar 16 meses de governo. Já o PMDB quer impeachment após 16 meses, assim Michel Temer assumiria a presidência sem necessidade de eleições.

Devido a medidas de ajuste fiscais desenvolvidas pelo governo Dilma, os movimentos sociais, principalmente os sindicatos e movimentos estudantis não se sentem à vontade a sair às ruas para defender o governo Dilma. A parte de classe média petista está acuada com as revelações e prisões envolvendo o escândalo do Petrolão.

Enquanto isso, o congresso nacional massacra Dilma apoiando medidas anti-ajuste fiscal, revelando enorme populismo e irresponsabilidade política com a estabilidade fiscal do Estado brasileiro. É um paradoxo, Eduardo Cunha e a oposição congressual com o apoio velado  de parte do PMDB estão neutralizando os movimentos sociais apoiando a pauta bomba que cria gastos fixos generalizados para o governo, em forma de aumento salariais, em um momento em que o governo federal está quebrado financeiramente.

Enfim, Dilma e o PT estão no pior dos mundos.

As grandes redes de televisão ganham enorme audiência popular apresentado diariamente os “corruptos do governo” em rede nacional. O espetáculo das prisões do Lava Jato rende muitos pontos nas pesquisas  midiáticas. Parece que o universo conspira contra o PT e o governo Dilma. Hoje Dilma não ostenta  dois dígitos de aprovação de governo. A legitimidade da presidente está mais baixa do que a legitimidade de Collor em 1992.

O governo Dilma parece que caminha para seu final, quando? Aí a luta entre PSDB e PMDB poderão influenciar em muito este desfecho. Mas a CPI do impeachment parece que caminha a passos largos. Veremos os próximos lances deste jogo. Para a oposição tucana não basta derrubar Dilma, tem de levar Lula junto, senão o jogo ainda terá lances decisivos em 2018  contra a pretensão da oposição tucana.

Mas todo o jogo está ocorrendo dentro das regras constitucionais. Afinal impeachment está previsto em nossa carta magna.

 

 

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BARATA: O MERCADOR DE HONRAS ALHEIAS

em por Edir Veiga 28 de julho, 2015 - 07h18

No dia 15 de abril de 2015 a juíza Bárbara de Oliveira Moreira condenou o blogueiro Augusto Barata por injúria , calúnia e dufamação contra minha pessoa, Edir Veiga. Desde 2008 este sub-cidadão vem me achacando. Como sei que este senhor nunca teve desavenças pessoais contra mim, me parece claro que agentes políticos covardes utilizaram este blogueiro para me atingir. Em 2008 era o ano que antecedia as eleições para reitor de 2009. Como ajudei nas estratégias vitoriosas de todos os reitores eleitos a partir de 1984 até hoje na UFPA, quero crer que foram acadêmicos descontentes que me alvejaram naquela época, utilizando esta metáfora de inseto.

Desde  2010 venho fazendo pesquisas eleitorais na região metropolita e no estado do Pará. Quem aparece atrás em minhas pesquisas de intenções de votos, por certo fica incomodado. Em 2010 antecipei seis meses antes das eleições a queda do governo Ana Júlia. Em 2012 anunciei antecipadamente o crescimento de Zenaldo nos últimos 15 dias antes das eleições e sua vitória no segundo turno das eleições de 2012.

Em 2014 acertei em cheio o resultado do primeiro turno das eleições estaduais. Errei no segundo turno. Foi meu primeiro erro, e tenho certeza, não será o último, afinal, pesquisa é pesquisa e eleição é eleição.....e a ciência política não é uma ciência exata. Pesquisa indica tendências que podem ser modificado por variáveis extra políticas na boca de urna, como a compra de votos e o abuso do poder administrativo por parte de quem está governando.

Enfim, fui o Instituto que mais acertou nas eleições no Pará desde 2010. Muita gente que se apresenta como bom de pesquisa, deu vitória para Edmilson contra Zenaldo em  2012, errou no segundo turno de 2012 em mais de 15%, e errou no primeiro e no segundo turno das eleições de 2014 com mais de 7%. Agora mesmo nas eleições de Igarapé Miri, novamente acertamos o resultado das eleições enquanto outro Instituto errou por mais de 10% na votação do candidato que ficou em segundo lugar.

Em todas estas eleições narradas na capital e no estado, fui constantemente detratado pelo blogueiro Barata. Naturalmente eu sei e já sabia que este velho senhor o fazia para prestar favor aos descontentes com os resultados de minhas pesquisas. Enfim Barata é campeão em prestar favores para políticos descontentes. Este senhor já têm  inúmeras condenações na justiça por injúria, calúnia e difamação, mas permanece impune porque não tem bens e vive a desfiar a justiça e os juízes. Este velho senhor só vive chamando os juízes de ‘Máfia Togada”. Como o faz em texto recente de seu  blog.

Como classificar um senhor de idade avançada que vive e sobrevive em atacar a honra alheia? Creio que este senhor não tem super-ego , ataca a honra alheia e deve dormir o sonho dos “anjos endemoniados”. Enfim este senhor têm todos os sintomas semelhante a psicopatia. Enfim, este senhor se assemelha a um doente mental com treino em jornalismo que descobriu uma forma de ganhar a vida atacando a honra de muita gente.

Bom, já percebemos que o senhor Barata é um  achacador de honras. Porém este senhor não sobreviveria sem  favores de terceiros. São os clientes covardes que obtém favores do Sr. Barata para atacar quem oferece informações “sigilosas” à sociedade e os prejudica na ação de captar apoio e receita para candidaturas em não despontam nas pesquisas. Aliás, estes senhores fabricam pesquisas para “faturar” em cima de financiadores desinformados.

Este blog sanguinário não ostenta nenhuma credibilidade, mas é o lócus da comunidade cibernética no campo da política para assistir verdadeira carnificina de honras alheias. Parece o orgasmos do povo romano aos tempos do coliseu. As pessoas se juntavam para assistir os leões devorarem cristãos e escravos.

A política continua como no tempo de Maquiavel....que era a política do Vale Tudo”. Nosso País ainda vive na fase da pré-política. Grande parte ou a maioria de nossos políticos ainda se comporta como aos tempo de Maquiavel.  A maior prova desta afirmativa é a sobrevivência de tipos como o blogueiro barata, ou o triste espetáculo do desvio de recursos públicos em nossas prefeitura, nos governos estaduais e federal. O exemplo mais deprimente de todos é o roubo do dinheiro público para as contas privadas e para financiar campanhas políticas e partidos no Brasil.

Espero nunca mais voltar a este tema. Espero que juízes coloquem  Barata no lugar que merece...o xilindró.  Espero que Barata sofra lentamente e receba o retorno energético aqui na terra de todo o veneno que vem destilando contra honras. Crise de consciência Barata jamais terá, pois se parece com um psicopata da WEB.

Tenho dito.

 

 

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O destino do governo do PT, cenários possíveis

em por Edir Veiga 05 de julho, 2015 - 08h05

Este texto pretende abordar de forma articulada as causas principais e as causas secundárias da situação política em que se encontra o governo da presidente Dilma e do Partido dos Trabalhadores.  Para tal análise utilizarei como variáveis explicativas o contexto internacional, os gastos sociais, o petrolão, o desequilíbrio das contas públicas, as opções do governo no pós eleição de 2014 e o comportamento pragmático das oposições. 

Hoje a avaliação do governo Dilma encontra-se em patamares de avaliação positiva abaixo dos 10%. Provavelmente são as variáveis de ordem econômica e orçamentárias as responsáveis pelo rápido desgaste da imagem da presidente da república. A variável corrupção, tão somente, aprofunda a imagem negativa do governo. Governos nacionais com bom desempenho na economia, dificilmente, tem queda de avaliação em função de escândalos de corrupção: vide a reeleição do presidente Lula no contexto do mensalão.

A questão central que me proponho neste texto é: como o governo petista consegue em 4 anos perder grande parte do patrimônio eleitoral conquistado até meados do ano de 2012? Sem dúvida, os eventos de junho de 2013 demonstraram que a boa avaliação do governo federal tinha pouca consistência no seio da sociedade. De 2013, à vitória apertada nas eleições nacionais de  2014, já havia sinalização de tendências que apontavam para o esgotamento do ciclo petista à frente do governo central.

Creio que a causa central que permitiu a emergência deste cenário desfavorável é de ordem política que veio a determinar as consequências morais e econômicas vividas atualmente pelo governo, pelo PT e pela presidente Dilma. Existiu uma prévia determinação do comando petista de manter o comando do governo a qualquer custo.

 Este qualquer custo envolveu a decisão de buscar financiamento de campanhas aparelhando as empresas  do Estado. O segundo passo pragmático do PT  e do governo foi agir de forma populista com os gasto sociais visando ganhos eleitorais em 2014, vindo a agravar os fundamentos do equilíbrio das contas públicas que se somaram com a chegada ao Brasil  da crise econômica internacional.

O aparelhamento das empresas do Estado  produziu o maior escândalo de corrupção que se tem história em nosso País. Por certo, todos os grandes partidos brasileiros são signatários desta prática patrimonialista, mas foi o governo do PT que foi flagrado com a mão na “massa”. Logo o PT que  construiu sua espinha dorsal moral com base na ética na política. Como foi o PT quem  mais investiu na marca da legenda baseada na  ética na política, é este partido  quem mais é percebido como  incoerente pelo eleitorado.

Mas esta marca de desonestidade é apenas o tempero da crise. A decisão do governo central em manter  e ampliar os gastos sociais em ano eleitoral, no contexto de” pedaladas fiscais” é a maior prova de que a falta de austeridade no controle dos gastos públicos foi conscientemente definida com o objetivo de ganhar as eleições de 2014. Claro, os arquitetos do governo petista apostavam e ainda apostam em superar esta enorme crise econômica em curso.

Mas as ferramentas para enfrentar esta crise em curso conduziu o PT para mais uma armadilha política chamada estelionato eleitoral. Sim, estelionato eleitoral, afinal a presidente da república prometeu nos palanques eleitorais aumentar os investimentos sociais, não mexer nos direitos dos trabalhadores e investir maciçamente em educação. A presidente da república está fazendo exatamente ao contrário do que prometeu, gerando mais uma onda de enorme descrédito perante a sociedade e particularmente desagradando sua própria base social, os sindicatos e movimentos sociais como um todo.

Não tenho dúvida de que não existia outro caminho, no curto prazo, a ser seguido pela presidente para equilibrar o orçamento público e controlar a inflação que insiste em chegar nos dois dígitos. Ou seja, é o caminho, que os economistas chamam de ortodoxo, que é o controle das contas públicas e da inflação baseados em: cortes dos gastos sociais, arrocho salarial dos servidores públicos e liberalização do aumento das tarifas públicas como: transporte, luz, combustível e água.

Enquanto o governo e o PT patinam no estelionato eleitoral, a oposição e os governistas moderados  demonstram  sua enorme irresponsabilidade com o equilíbrio das contas públicas, vide o voto contra o fator previdenciário e a aprovação de aumento para o salário do judiciário num contexto de grave crise no equilíbrio das contas públicas. Ou seja, direita e esquerda no Brasil parecem populistas e descomprometidas com políticas de estabilização econômica do Estado brasileiro.

Na verdade o Brasil ainda vive em estágios primários de democracia e de comprometimento com o equilíbrio das contas públicas. Ser oposição no Brasil é apostar no pior melhor. Assim o PT fez com o governo de FHC e agora o PSDB comanda ações destrutivas contra o governo Dilma. Não importa se a previdência será quebrada ou não. Não importa  os fundamentos da sustentabilidade orçamentária do Estado será comprometida estruturalmente, o que importa é fragilizar o governo.....e assim caminha nossa incipiente  política.

Na América Latina e nos demais Países da periferia do capitalismo mundial a linha que separa a estabilidade econômica e orçamentária do Estado da... falência  é tênue, vide a situação da Argentina, da Venezuela, da Grécia, da Rússia.  Hoje na Grécia nem recursos para pagar o funcionalismo existe. Portanto está na hora de parar de apostar no quanto pior para o governo, melhor para a oposição. Não se pode brincar com o Estado Democrático de Direito.

O objetivo central nas tomadas de decisões no terreno das atividades políticas é diminuir ao máximo as incertezas, o governo quando apostou na ampliação dos gastos sociais entre 2013 e 2014, não contava com o fator petrolão, que veio a ajudar a “minar” a confiança no governo.  A busca do controle inflacionário tendo por base o aumento de juros básicos da economia gerou resultados recessivos inesperados com graves consequências para o emprego, para a renda e para os salários.

Neste momento é possível sinalizar com três cenários para o futuro polítco imediato do governo da presidente Dilma: 1- A presidente escapará ilesa do escândalo do petrolão. Teremos anos de arrocho em 2015 e 2016, porém a partir de 2017 a economia começa retomar o ciclo de crescimento com a diminuição dos arrochos de Estado, Neste cenário o governo teria boas chances de disputa em 2018, 2- Dilma sai ilesa do escândalo do petrolão, mas o descrédito e a incapacidade de reverter o quadro econômico a transformariam em um governo “morto” com grande prevalência do congresso, em especial do PMDB. Neste cenário a vitóriia da oposição em 2018 se apresentaria como cenário mais provável, 3- Dilma é atingida pelo escândalo do petrolão, sofre impeachment ou renuncía, e o PMDB assume o comando do País. O Brasil entraria em graves turbulências política, econômica e social.

Independente dos cenários acima expostos, creio que o PT precisa enfrentar um profundo debate. Hoje o PT é o partido menos simpático do Brasil. Hoje não é a ética a marca do PT. Hoje a marca do PT é a corrupção. Como fazer frente a este contexto político e moral é um dos dilemas a ser enfrentado pelo PT. Seguramente o PT é partido da inclusão social. Medía com o liberalismo no contexto da necessidade de respostas imediatas à conjuntura econômica internacional e nacional e frente à necessidade de equilibrar as contas públicas.  Mas, sem dúvida o PT continua a ser o partido que representa a busca da equidade social no Brasil, mas está contaminado de características tradicionais da política brasileira como a corrupção e o patrimonialismo.

O Brasil está sem alternativa política à direita e à esquerda. Nossa direita é fascitóide, preconceituosa e populista, busca resposta fácil e imbecilóides para problemas complexos como a questão da maioridade penal, e vive a tentar contaminar o Estado laico com pressupostos religiosos. O PT queimou o filme da esquerda no Brasil. Caso a classe política real não busque acordos e conciliações me prol da democracia, poderemos vir a assistir mais um ciclo autoritário no Brasil, talvez agora comandado por uma direita fascitóide e com apoio popular. Isto nos próximos dez anos em nosso País.

Tenho dito.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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As megas rejeições de Dilma,Jatene Pioneiro e Zenaldo.

em por Edir Veiga 31 de maio, 2015 - 01h49

 

No mês de maio fiz uma pesquisa em Belém e Ananindeua sobre avaliação de governo. Em todas estas pesquisas as avaliações negativas  dos governos federal, estadual e municipais chegaram a níveis estratosféricas. Ou seja, a somatório das avaliações negativas (RUIM e PÈSSIMO) foram entre 65% e 70%.

Já as avaliações positivas (BOM e ÓTIMO) não ultrapassaram os 10%. Sendo que Dilma e Zenaldo não chegaram aos 8.5% de avaliação positiva. Jatene e Pioneiro chegam a 9% de avaliação positiva.

Confesso. Nestes anos que acompanho as intenções de votos  no Pará jamais assisti uma avaliação negativa tão agigantada de governantes  neste patamar de importâncias que estas cidades e Estado representam na geografia do poder no Pará.

O que significa este grau de avaliação negativa destes governos?

Dilma sofre as consequências de três fenômenos: 1-o questionamento de sua legitimidade devido ter afirmado uma direção para a economia na campanha eleitoral de 2014 e depois vir a implementar remédios tucanos para controlar os desajustes das contas públicas, 2-O aperto econômico que a sociedade, especialmente a classe média vem sentido, notadamente nos juros escorchantes, e 3-A junção do desgaste entre a crise econômica com o mega-escândalo da Petrobrás atribuído ao  partido governante, que é o PT.

Simão Jatene paga o preço de ter  ganho uma eleição baseado numa tática eleitoral que minimizou sua avaliação de governo e centralizou-se-se na demonização do adversário. O mal governador do quadriênio 2011-2014 travestiu-se de anjo e ganhou o voto dos moralistas cristianizados representados pelos “éticos” da candidatura Jatene.

Ou  seja, Jatene não teve direito aos 12 meses de lua de mel com o eleitorado que todo governante tem. Passados as eleições, sua avaliação de governo só veem piorando. A percepção de que nosso Estado está sem piloto agrava-se a cada dia aos olhos do eleitorado.

 Pioneiro  e Zenaldo seguem, também, uma trajetória espetacular de avaliação negativa de governo.  Todas as políticas de  segurança, saúde, educação saneamento, mobilidade urbana e políticas sociais compensatórias recebem rejeição acima de 80%.  Nestes municípios a população percebe como governos completamente paralisados.

 Estes governos contam apenas com 5 meses do verão de 2015 em nossa região metropolitana. O primeiro semestre de 2016 é marcado por chuvas, onde as famosas obras de fachadas, como aterros e a pintura com asfalto sonrizal (aquele que se dissolve na chuva) fica praticamente impossível.

Não, não creio numa escatalogia irreversível em política. Mas lhes digo, retirar estes dois pacientes da UTI política é missão para “TOM CRUIZE”, Afinal, Duciomar se reelegeu em 2012 com rejeição inicial de 60%, há um anos das eleições. Porém existe um diferencial: Dudu jamais  teve menos de 25% de avaliação positiva, e contava no primeiro governo  com mais de 1200 ruas asfaltadas e drenadas nas periferias de nossa cidade, sem falar dos resultados de governos, que eram mais perceptíveis.

Uma coisa parece certa: no espaço municipal apesar de termos recursos, como nunca tivemos antes para saúde, educação e segurança, nada funciona em nossas cidades. Estamos vivendo uma crise de gerenciamento de pessoas e serviços nunca visto em nossa história recente. Não existe gestão nos postos de saúde, Saúde da família, no trânsito e na maioria das escolas públicas.

 

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As pesquisas eleitorais e seus erros.

A ciência política não é exata. Todos podem errar.

em por Edir Veiga 04 de maio, 2015 - 10h35

De acordo com metodologia estatística reconhecida internacionalmente quando uma pesquisa quantitativa é feita obedecendo todos os pressupostos teóricos, a chance de que a amostragem represente fielmente o universo pesquisado, dentro da margem de erro prevista é de  95%. Ou seja, se esta pesquisa for repetida cem vezes ela repetirá os mesmos resultados em 95 vezes, porém, sempre haverá erros em 5%, ou em 5 vezes, ela alcançará resultados fora da margem de erro.

Normalmente uma pesquisa bem executada percorre as seguintes fases:

1-É determinado o objetivo da pesquisa, por exemplo verificar a intenção de votos e rejeição para uma eleição, digamos, municipal.

2-O pesquisador elabora um questionário que busque captar as intenções dos entrevistados, sem tentar induzir respostas.

3-Então será feito um pré-teste, ou seja, o questionário é submetido a 5% do entrevistado a ser pesquisado para verificar se as perguntas são claramente entendidas pelo entrevistado.

4-Faz-se as correções devidas no questionário, se for o caso.

5-Estabelece-se a amostragem com base na margem de erro desejado, normalmente variando de 2 a 5%, dependendo dos objetivos da pesquisa. Em período de vésperas de eleições, a margem de erro deve ser de 2%. Mas torna a pesquisa mais cara.

6-A partir daí passa-se à fase de laboratório propriamente dita. Constrói-se os discos indutores de respostas estimuladas, tanto para a intenção de voto como para obter as rejeições dos candidatos.

7-Estabelece-se a amostragem, aplica-se a estratificação dos eleitores segundo o IBGE e planeja a coleta dos dados de campos, obedecendo rígida distribuição demográfica, segundo o princípio de que quanto mais for aleatória a coleta de dados, ou seja, mais espalhada possível, mais chance tem a amostragem de representar o conjunto das opiniões do universo a ser pesquisado.

8-Com base no questionário, constrói-se a máscara de entrada no SPSS. Trata-se de uma codificação computacional que fará com que o programa de computador transforme as respostas em numerais com o objetivo de quantificar percentualmente as respostas e realizar os cruzamentos entre variáveis.

9-Treina-se o pessoal encarregado de coletar os dados de campo.

10-Após a coleta, uma equipe de checagem entrará em ação, ou seja, 20% dos entrevistados deverão ser contatados, com  o objetivo de  verificar a veracidade das informações, para escapar de eventuais fraudes.

11-Executado a fase de checagem entra em ação uma nova equipe. Agora todas as informações serão cuidadosamente digitados no SPSS.

12-Um checador verificará se a digitação coincide com os dados de campo. Qualquer erro na digitação pode comprometer os resultados da pesquisa.

13-Executado e checado a digitação, então os dados  são tabulados e cruzados entre sí, sendo  feito as tabelas e gráficos necessários para a exposição dos dados de pesquisa.

14-Agora entra em campo o responsável pelo parecer   técnico sobre os resultados da pesquisa a ser apresentado ao cliente. Normalmente este pessoal é o cientista político, que é capaz de unir teoria e empiria na exposição dos dados da pesquisa.

Caso seja do interesse do cliente, este cientista poderá emitir um parecer sobre as estratégias a serem seguidas pelo cliente. Esta é a parte mais cara da pesquisa....o uso do cérebro estratégico do cientista. Lógico, aquele que tem Know how na área eleitoral.

 

Recentemente, nas eleições de 2014, meu instituto cometeu um erro na predição do segundo turno das eleições estaduais. Nosso instituto,  em 74 pesquisas anteriores, tinha acertado todos os resultados. No primeiro turno das eleições de 2014, foi o único instituto a acertar todos os números. Mas no segundo turno, erramos na predição por uma diferença de mais de 10%.

Do ponto de vista técnico os erros podem ocorrer, afinal, cada pesquisa só possui margem de segurança de 95%. Creio que, desafortunadamente caímos fora da margem de erro. Mas aconteceu pela primeira vez em nossa trajetória de pesquisas. Nesta mesma eleição de 2014, o IBOPE também caiu fora da margem de erro, em torno de 10% também, nas eleição para o governo da Bahia.

Nos meses de janeiro e fevereiro instalei uma auditoria interna para buscar saber onde erramos e porque erramos. Afinal, esta era uma auditoria fundamental que deveríamos fazer para minimizar erros posteriores. Com a coordenação e execução de pessoal da UFPA, na verdade oito pessoas que trabalharam nesta auditoria durante quase dois meses, cheguei as seguintes conclusões:

1-Após ligarmos para mil entrevistados conseguimos manter contato com apenas 500. Outros 500 não foram localizados.

2-Em Belém, notamos que houve um enviesamento da pesquisa, onde centrou-se a coleta de dados mais nas periferias dos bairros do que no centro. Ou seja, a amostragem perdeu aleatoriedade.

3-20% das pessoas contatadas afirmaram que apesar de terem declarados ao entrevistadores sua intenção de voto para o candidato do PMDB Helder, na hora do voto mudaram de opinião e votaram no candidato do PSDB, Jatene.

4- Outros 20% afirmaram que declararam ao entrevistador voto em Jatene, mas nos registros de pesquisas apareciam como intenção de voto em Helder.

 

Minhas observações.

É notório que houve falha tanto na coleta  como na checagem destes dados. Outra questão que parece óbvia é a volatilidade das opiniões dentre os eleitores de baixa renda. A literatura científica registra que em eleições ultra polarizada, como aquela de 2014 no Pará, o eleitor muitas vezes “engana” o entrevistador, devido à forte pressão em curso. Como também, o eleitor indeciso tende a votar naquele candidato que lhe parece mais confiável. Foi o caso dos indecisos no Pará, onde o candidato Jatene entre o primeiro e o segundo turno,  viu sua votação crescer neste segmento.

Dos 10% de eleitores que votaram Branco ou Nulo no primeiro turno, notadamente eleitores de esquerda, no segundo turno este eleitorado decidiu votar, e somente 5% vieram a manter o voto Branco e Nulo, e quem amealhou este 5% foi claramente o candidato Jatene, que cresceu em Belém e Ananindeua, enquanto Helder, manteve seus votos do primeiro turno nestas duas grandes cidades do Pará.

Outra questão que torna as pesquisas imponderáveis neste tipo de eleição ocorreu nas periferias de Belém e em muitos municípios do interior onde Jatene viu sua votação crescer. Esta questão diz respeito ao modelo de campanha aqui realizada. Uma campanha onde existia um governador candidato a reeleição. A patronagem campeou, como fartamente denunciada pela imprensa cuja denúncia chegou até o Ministério Público.

Ou seja, a distribuição do cheque moradia e do programa asfalto na cidade foram fundamentais dentre a maioria do eleitorado, notadamente o mais pobre. Os funcionários do governo  chegavam num bairro, tipo Guamá (Riacho Doce),  distribuíam de forma bem espalhada entre as casas, 50 cheques moradias. Nesta localidade, Cadastravam então mais 500 famílias, e diziam, já distribuímos 50, se Jatene ganhar, entregaremos mais 450 na comunidade.  As filas na COHAB dobravam as esquinas, a imprensa denunciava....mas ficou por isso mesmo.

 Em 24 hs aquela comunidade, que estava dividida entre amarelo e azul, amarelava totalmente. Esta cena se repetiu em todas as comunidades carentes da região metropolitana, e em algumas cidades do sul, oeste e nordeste do Pará. Esta mesma tática foi usada na distribuição do asfalto pré-eleitoral. Neste caso, não tem pesquisa séria que consiga auferir as intenções de votos.

Este mesmo fenômeno foi visível em cidades como Santarém, Marabá e até em Vizeu. O candidato governista, sem viajar pelo interior no segundo turno viu  sua votação ampliar em mais de 2% entre o primeiro e o segundo turno. E os autores das benessess foram deputados eleitos que foram deslocados para estas localidades armados de cheques moradias. Sem falarmos da gorda “boca de urna” governista em véspera das eleições.

Dito isto. Posso informar que meu estilo de administrar as pesquisas eleitorais mudou profundamente. Antes eu descentralizava toda a execução da pesquisa, afinal trabalhava com pessoas que eu concedia amplíssima confiança há muitos anos. Após os graves erros metodológicos detectados, mudei toda a equipe. Chamei novos auxiliares ligados à ciência política e passei a centralizar pessoalmente toda a ação metodológica nas pesquisas que vemos realizando. Notadamente pesquisas informais de checagem de intenções de votos.

Estas são algumas informações que eu devia aos eleitores do meu blog, aos amigos, alunos e colegas da ciência política.

 

 

 

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Barata condenado por calúnia contra Edir Veiga

Calúnias, injúria e difamação foram punidas

em por Edir Veiga 29 de abril, 2015 - 19h21

No dia 15 de abril de 2015 a juiza Bárbara Oliveira Moreira condenou o Sr. Augusto Barata, edir do blog do Barata a pena pecuniária por injúria, calúnia e difamação contra a minha pessoa.

Desde 2008 que este blogueiro vinha lançando pesados ataques pessoais e injuriosos ocontra minha minha honra.  Não se trata de desavença pessoal, pois nunca mantive qualquer tipo de relação pessoal ou política com este blogueiro.

Ou seja, a gênese de tais ataques por certo guarda motivos escusos. Agentes políticos insatisfeito com minha intervenção como analista e crítico de governos por certo agiram no silêncio covarde e secreto para me atingir e me descredibilizar.

De início resisti a processar este blogueiro, mas como os ataques persisitiram resolvi pedir reparos na justiça. Afinal este é o caminho para os amantes do Estado de Direito, da Democracia e da paz social.

a juiza bateu o martelo. A justiça foi feita.

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O TEMPO DE ZENALDO E PIONEIRO SE ESVAI

em por Edir Veiga 22 de abril, 2015 - 06h09

 

Prefeitos tradicionais são aqueles que medem seu desempenho a partir de obras físicas de grande visibilidade pública. Manoel Pioneiro tem nos asfaltos seus principal patrimônio eleitoral.  Zenaldo pretende ter nas obras do BRT e na retomada da macrodrenagem da Estrada Nova seus grande motes de campanha.

Os maiores inimigos desta estratégia política encontra-se nos tempos chuvosos. Normalmente somente entre os meses de julho e novembro é que a chuva mostra-se mais clementes com os políticos do concreto armado.  Parece que os resultados apresentados no campo do concreto armado não tem sido suficiente para alavancar a avaliação destes dois políticos.

Pesquisas informais vêm registrando a grande penetração de Edmilson e Eder Mauro em Belém e do radialista e apresentador de TV, Jefferson Lima, tanto em Belém como em Ananindeua.  Os asfaltos a frio, também conhecidos como asfalto sonrizal, vem sistematicamente se dissolvendo nas barrentas águas chuvosas de inverno.

A avaliação de Zenaldo se encontra baixa e de Pioneiro está em níveis médios. Estes dois gestores terão apenas o segundo semestre de 2015 para ampliar a implantação da gestão baseada no concreto armado em suas cidades, haja vista que o primeiro semestre de 2016 será marcado pelas chuvas e no segundo semestre já teremos as eleições municipais.

Enquanto no Brasil são as políticas sociais que são as âncoras do governo federal, em Belém e em Ananindeua nota-se pouca iniciativa nesta área. Quais os programas municipais para combater o trabalho infantil digno de visibilidade pública? Quais os programas municipais para qualificar os trabalhadores semi-analfabetos ou analfabetos? Quais os programas municipais sérios para preparar o jovem para o primeiro emprego nestas cidades de serviço? Em quais destes municípios a Estratégia Saúde da Família funciona de verdade? Qual o choque de gestão capaz de fazer funcionar os serviços públicos municipais de saúde, educação e transportes públicos?

Parece que fica muito claro que política social jamais será marca de governos  desvinculados de opções sociais claras.  Parece que Zenaldo e Pioneiro encontrarão enormes dificuldades em 2016 tendo em vista o esquecimento de políticas sociais como segurança, saúde, saneamento, meio ambiente e de  qualificação para o emprego.

Até quando principalizar investimento em atividades meios será mais importantes do que investir nas atividades fins, ou seja, nas pessoas strictu senso. Lula fez história neste País invertendo prioridades e focando nas pessoas, parece que os prefeitos de Ananindeua e Belém ainda não perceberam esta questão. Para os políticos tradicionais e reacionários, investir nas pessoas é dar esmolas.

 

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2016: O futuro político de Zenaldo e Pioneiro

em por Edir Veiga 31 de março, 2015 - 10h30

 

Os prefeitos das maiores cidades do Pará Zenaldo Coutinho  ( Belém ) e Manoel Pioneiro (Ananindeua)  estão fundamentalmente ancorado na avaliação que seus munícipes farão do resultado de seu governo.  Não precisa ser adivinho para afirmar que estes dois políticos sonham em disputar o pleito governamental de 2018, como candidato do governador Simão Jatene, ou seja, candidatos da máquina de governo.

As eleições de 2014 revelaram que o eleitor decide com base em uma avaliação consolidada do desempenho do governante em seu quadriênio de mandato. Não adianta marketing eleitoral se este não estiver firmemente ancorado em resultados de governo.  A conquista de uma avaliação positiva pela maioria de um sociedade municipal exige enorme capacidade geopolítica, pois os recursos públicos sempre são escassos, e a questão central é como sensibilizar a maioria dos grupos sociais totalizando 50% mais um  de avaliação positiva.

Além da visão geopolítica baseada em informações perfeitas o governante deve priorizar recursos direcionados a segmentos e grupos sociais que venham a totalizar a perspectiva de atingir a maioria do eleitorado de um  município. Definitivamente, a classe política deve trabalhar permanentemente com especialistas em competição eleitoral.

Mas, voltando aos objetivos imediatos de Zenaldo e Pioneiro, que seria a reeleição em 2016, parece que estes objetivos não estão satisfatoriamente perceptíveis.  Os três S  prometidos por Zenaldo ainda não estão sendo percebidos na cidade. As mesmas dificuldades encontradas em Belém se ampliam em Ananindeua. Todo governo de grande cidade costuma construir macro coligações, mas que não são garantias de vitórias eleitorais.

Caso os dois governantes (Zenaldo e Pioneiro)  consigam ser percebidos favoravelmente pela população, ainda assim o jogo sucessório ainda reserva macro desafios a estes prefeitos incumbentes. Como estará a disposição do governador Simão Jatene em turbinar estes dois mandatos?  Jatene entrará firme e sincero neste jogo sucessório? Caso Jatene entre no jogo, qual destes dois candidatos será  decisivamente turbinado em 2016?

Esta resposta tende para ser negativa frente a possíveis  gastos de Jatene nas eleições de 2016 e 2018. Nossas pesquisas científicas mostram que os governantes  em final de mandato estão mais preocupados em fechar suas contas e verem-nas aprovadas pelos órgãos de controle, do que investir atabalhoadamente num candidato, e virem a comprometer suas histórias, sua honra  ou seus futuros políticos.

Portanto, Zenaldo e Pioneiro tem mega desafios frente a seus futuros políticos em direção ao governo estadual.  O primeiro macro desafio será vencer a eleição de 2016. O segundo desafio  é virar o candidato preferencial do governador para 2018.  E o terceiro desafio é ver o governador Jatene jogando “pesado” orçamentariamente em favor de seu candidato nas eleições de 2018.

Sem falar que os tucanos estão há muito governando o Pará, e nas eleições de 2014 houve uma eleição “rachada” entre situação e oposição. Portanto, 2018, mais do que nunca será uma eleição de alternância, tanto no plano estadual como federal, como ocorreu nas eleições de 2014. Será que os tucanos terão a “virtu”, que é aquela capacidade descrita por Nicollo, de reverter  situação desfavoráveis e manter o comando do governo, como fizeram com brilhantismo em 2014, no plano estadual?

É esperar para ver.

 

 

 

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Ricardo (31 de março, 2015 - 11h21)

Existe uma pedra no meio do caminho desses dois tucanos e o nome dessa pedra se chama Helenilson Cunha Pontes. Esse será o candidato de apoiado pelo Jatene a Governo do Estado. Até as flores do jardim de palácio dos despachos já sabem disso.

JORGE MORAES DE ICOARACY (01 de abril, 2015 - 06h19)

PERFEITO O COMENTÁRIO!

Jairo Cunha (01 de abril, 2015 - 15h33)

Esses dois governantes são uma vergonha para o povo do Pará, o fato inédito que o PSDB tem a façanha de eleger dois prefeito da área metropolitana e o governo do estado do mesmo partido e não fazerem nada. isso vai refletir que esse fato histórico nunca mais aconteça, felizmente...

Oposição e apoiadores dinamitam Dilma.

em por Edir Veiga 23 de março, 2015 - 07h23

A presidente Dilma encontra-se nos piores dos mundos: de um lado temos a oposição que busca estrategicamente fazê-la sangrar ao máximo possível,  combinando a quebra de sua legitimidade eleitoral devido ao choque  liberal moderado na economia com o ataque moral vinculando-a politicamente ao PT e ao escândalo do petróleo. Enfim, a oposição cumpre seu papel de fustigar o governo.

Já os apoiadores da presidente Dilma, capitaneados pelo movimento dos trabalhadores sem terra-MST  vão às ruas, realizam atos públicos, reafirmam o apoio aos resultados das eleições presidenciais de 2014, mas condicionam este apoio se Dilma abandonar os tarifaços e o corte dos gastos sociais.

Num País civilizado nas relações políticas, a oposição  deve funcionar como governo paralelo, onde para cada crítica nas tomadas de decisão do governo, a oposição deveria contra atacar com uma proposta alternativa. Ora, caso Aécio tivesse sido eleito em 2014, qual seria a política do PSDB  frente ao desiquilíbrio de contas ora presente no Brasil? Não seria, também um choque  liberal? Eu diria ultra liberal, que combinaria aumentos de impostos com profundos cortes nos gastos sociais para equilibrar as contas públicas, tanto no plano interno como externo.

O apoio do MST e dos movimentos sociais à presidente Dilma, é um apoio do tipo “cavalo de tróia”, as base do apoio proposto pelo MST, caso aceito, aprofundaria o desequilíbrio fiscal no Brasil, aumentaria aos gastos sociais e a inflação, causaria desemprego e levaria o País ao caos social total.

Já a oposição coordenada pelo PSDB, ao rejeitar e denunciar as medidas econômicas propostos pela presidente Dilma, não é sincera como o povo brasileiro. Na verdade, o governo da presidente Dilma está implementando a receita liberal moderada de combate à inflação com base no receituário ortodoxo de fundo monetarista.  O PSDB está denunciando uma política econômica ora em implementação no Brasil,  que se Aécio fosse  eleito aplicaria, dando maior conteúdo à uma política econômica que combinaria corte nos gastos sociais com arrocho salarial do funcionalismo.

Portanto, a presidente vive no pior do mundo. De um lado tem uma oposição  populista, e porque não dizer insincera com o povo brasileiro, em relação às medidas econômicas adotadas por Dilma, e de outro, uma coalizão social de apoio, cujas condições estabelecidas para este apoio, caso fosse aceita, anularia todas as inciativas para diminuir o desequilíbrio das contas públicas.

Dilma está entre a cruz e a espada. A presidente precisa continuar a manter as medidas impopulares em curso, mas está em pleno processo de desgaste moral por causa do petrolão. Como a avaliação dos governos depende do desempenho econômico, sua avaliação positiva caiu em níveis sofríveis. Assim, Dilma não dispõe de elementos essenciais para conduzir com mão de ferro o combate ao desequilíbrio das contas públicas, que precisaria uma legitimidade de largo alcance.

Por outro lado, o PT e PMDB, os dois principais partidos de sustentação da presidente estão em enorme defensiva política, devido ao escândalo do petróleo que acaba de envolver repetidamente o tesoureiro petista e os nomes dos pemedebistas presidentes do senado e da câmara dos deputados.

A oposição neste momento está com enorme vantagem perante à opinião pública. A oposição está vencendo nas ruas e conta com toda a divulgação na grande mídia do maior escândalo político comprovado da história recente do mundo ocidental.  Creio que levar a disputa para as ruas não seria a melhor estratégia para Dilma e seus aliados. A oposição está dando um banho neste território.

A solução passa pela estratégia institucional. Dilma deve ampliar políticas de governança junto ao congresso nacional, toda a agenda deve ser previamente pactuado com sua base política, procurando ampliar para setores independentes do congresso nacional.  Dilma deve abrir uma conversa franca com os movimentos sociais que lhe dedicam apoio e solicitar pelo menos trégua neste momento de séria crise econômica.

Quanto à oposição tucana, esta não deve se confundir com setores golpistas da direita. Deve conduzir com responsabilidade sua fustigação ao governo, apresentar uma agenda positiva para o Brasil e apostar numa saída negociada para a situação política do País. Afinal, uma  queda do Estado de Direito atingiria a todos os democratas.

Creio que além da crise econômica, da crise do petrolão, Dilma e o PT vivem a desaprovação e a rejeição por estarem no quarto governo consecutivo à frente do governo brasileiro. Normalmente a roda da alternância exige mudança de governo, mesmo que seja para pior.  Creio que se Dilma não manter com mão de ferro o combate ao desequilíbrio das contas públicas.... Dilma vegetará no descrédito até o final de seu governo. Creio que se Dilma manter sua determinação, sua avaliação política começará a melhorar a partir da metade do ano de 2017.

Estamos de olho.

 

 

 

 

 

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Sóstenes Antônio de Arruda (24 de março, 2015 - 06h28)

Excelente e muito sóbria sua análise. Uma pena que em Brasília os políticos estão mais preocupados em escapar da polícia do que cuidar dos interesses da República.

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Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar aqui.


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