IVEIGA: ANANINDEUA 2016- PIONEIRO LIDERA AMPLAMENTE

TENDÊNCIA DE ELEIÇÃO TERMINAR EM PRIMEIRO TURNO

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Por Edir Veiga 24 de setembro, 2016 - 08h14

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BELÉM 2016: EDMILSON LIDERA

ZENALDO ULTRAPASSA EDER MAURO

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Por Edir Veiga 20 de setembro, 2016 - 16h03

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IVEIGA- ELEIÇÕES EM BELÉM: JOGO EMBOLADO

Edmilson lidera. Eder e Zenaldo empatados.

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Por Edir Veiga 13 de setembro, 2016 - 12h40

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A DERRUBADA DE DILMA E A CONJUNTURA SEGUINTE

CRISE ECONÔMICA, PATRIMONIALISMO E GOLPE PARLAMENTAR

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Por Edir Veiga 04 de setembro, 2016 - 07h46

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ELEIÇÕES 2016: PESQUISA EM MARITUBA-PARÁ

MÁRIO FILHO DISPARA NA LIDERANÇA.

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Por Edir Veiga 03 de setembro, 2016 - 03h20

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GOLPE DE ESTADO E O FUTURO DO GOVERNO TEMER

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Por Edir Veiga 02 de maio, 2016 - 11h34

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BARATA: O MERCADOR DE HONRAS ALHEIAS

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Por Edir Veiga 28 de julho, 2015 - 07h18

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IVEIGA: ANANINDEUA 2016- PIONEIRO LIDERA AMPLAMENTE

TENDÊNCIA DE ELEIÇÃO TERMINAR EM PRIMEIRO TURNO

em por Edir Veiga 24 de setembro, 2016 - 08h14

 
 
 
 
 

VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA
PESQUISA ELEITORAL EM ANANINDEUA-PARÁ
PERÍODO: 22 E 23  DE SETEMBRO DE 2016
REGISTRO - PA-06726/2016
ESTATÍSTICO: MÁRIO DE LIMA NOBRE
CONRE: 10020
AMOSTRAGEM 2000 ENTREVISTAS
INTERVALO DE CONFIANÇA: 95%
MARGEM DE ERRO 2,2% PARA MAIS OU PARA MENOS

 

(0) O que você achou?

BELÉM 2016: EDMILSON LIDERA

ZENALDO ULTRAPASSA EDER MAURO

em por Edir Veiga 20 de setembro, 2016 - 16h03

 
 
VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA
PESQUISA ELEITORAL EM BELÉM-PARÁ
PERÍODO: 17 E 19 DE SETEMBRO DE 2016
REGISTRO- PA-05289/2016
ESTATÍSTICO: MÁRIO DE LIMA NOBRE
CONRE: 10020
AMOSTRAGEM 784 ENTREVISTAS
INTERVALO DE CONFIANÇA: 95%
MARGEM DE ERRO 3,5% PARA MAIS OU PARA MENOS
 

(0) O que você achou?

IVEIGA: SONDAGEM INTENÇÕES DE VOTO PARA VEREADORES

10 E 11 DE SETEMBRO DE 2016

em por Edir Veiga 13 de setembro, 2016 - 13h06

 

 

Em Outubro teremos eleições municipais, se essas eleições fossem hoje, em quem você votaria para VERADOR?(Espôntanea)
NS/NR 1348 67,40%
NEMIAS 14 0,70%
IGOR 10 0,50%
SIMONE 10 0,50%
ZECA PIRÃO 10 0,50%
MARINOR 9 0,45%
JOAQUIM CAMPOS 7 0,35%
MAURO FREITAS 7 0,35%
MIGUEL RODRIGUES 7 0,35%
EDUARDO RAMOS 6 0,30%
FABRÍCIO GAMA 6 0,30%
PAULO QUEIRÓS 6 0,30%
ZECA PIRAO 6 0,30%
ADRIANO COELHO 5 0,25%
IRAN/IVAN  MORAES 5 0,25%
PEDRO 5 0,25%
PIO NETO 5 0,25%
RILDO PESSOA 5 0,25%
ZUZA PANTOJA 5 0,25%
AMARAL 4 0,20%
ANA OLIVEIRA 4 0,20%
EMERSON SAMPAIO 4 0,20%
FRANÇA 4 0,20%
IGOR NORMANDO 4 0,20%
JOÃO COSTA 4 0,20%
Lecheva 4 0,20%
MARCÃO 4 0,20%
Nilton Neves 4 0,20%
PAULO 4 0,20%
PINA 4 0,20%
RAY 4 0,20%
RONALDO 4 0,20%
TORÉ 4 0,20%
TORÉ LIMA 4 0,20%
BIECO 3 0,15%
BLENDA 3 0,15%
CHARLES AVIS 3 0,15%
EDUARDO 3 0,15%
JACKSOM SANTARÉM 3 0,15%
JOAQUIM 3 0,15%
MARCELÃO 3 0,15%
NEVES 3 0,15%
NILDA PAULA 3 0,15%
NILDO PESSOA 3 0,15%
PAULO FONTELES 3 0,15%
SARG SILVANO 3 0,15%
SERGIO 3 0,15%
SILVANA 3 0,15%
SILVANO 3 0,15%
WANDICK 3 0,15%
ZE DA FARMACIA 3 0,15%
ALTAIR BRANDAO 2 0,10%
AMARILDO 2 0,10%
AMAURI BARRA 2 0,10%
BACABAL 2 0,10%
BRENDA 2 0,10%
BRUNO 2 0,10%
CAETANO 2 0,10%
Celsinho Sabino 2 0,10%
CLEBER RAYOL 2 0,10%
DINELIS 2 0,10%
DINEY 2 0,10%
DIOGENES BASTOS 2 0,10%
ELENILSON 2 0,10%
ELIANE SILVA 2 0,10%
Elias 2 0,10%
EUCLIDES 2 0,10%
FERNANDO 2 0,10%
FILHA DA QUARESMA 2 0,10%
GIL GOMES 2 0,10%
GLEYSON 2 0,10%
GUSTAVO SEFER 2 0,10%
HENRIQUE SOARES 2 0,10%
JAIME 2 0,10%
JAMAICA FRANGO 2 0,10%
Josiane 2 0,10%
JOSIAS HIGNO 2 0,10%
LECHEVA 2 0,10%
LUCIANO 2 0,10%
LUIZ 2 0,10%
LUIZ PEREIRA 2 0,10%
LULU 2 0,10%
MAICON 2 0,10%
MARCIEL MANONA 2 0,10%
MARCO CAVALCANTE 2 0,10%
NAZARENO 2 0,10%
Nemias Valentin 2 0,10%
NONATO 2 0,10%
ORLANDO REIS 2 0,10%
PÂMELA MASSOUD 2 0,10%
PROFESSOR ELIAS 2 0,10%
PROFESSOR LOBATO 2 0,10%
RICARDO BARRETO 2 0,10%
RODRIGO 2 0,10%
RODRIGO MORAES 2 0,10%
ROSA SANTOS 2 0,10%
Sergio Menezes 2 0,10%
SEU BONECO 2 0,10%
SEU ZÉ 2 0,10%
SILVIA GIL 2 0,10%
VANDICK 2 0,10%
VILOC CUNHA 2 0,10%
VITOR CUNHA 2 0,10%
WELLINGTON 2 0,10%
WELLINGTON MAGALH 2 0,10%
ZÉ AUGUSTO 2 0,10%
ABEL 1 0,05%
ABRAAO COIBRA 1 0,05%
ACARI 1 0,05%
AGNALDO 1 0,05%
ALBERTO NOCA 1 0,05%
ALEXANDRE PIMENTA 1 0,05%
ALIANE SILVA 1 0,05%
ALTENOR 1 0,05%
ALVES 1 0,05%
AMAITA 1 0,05%
ANA 1 0,05%
ANDERSON COSTA 1 0,05%
ANDOMIO 1 0,05%
ANDRA MONTEIRO 1 0,05%
André Bocão 1 0,05%
Andrea Monteiro 1 0,05%
ANGELO LOBATO 1 0,05%
ANTONIO ROCHA 1 0,05%
APOLONIO 1 0,05%
ARI MOREIRA 1 0,05%
Armistrong 1 0,05%
AUTINO 1 0,05%
BAIXINHO 1 0,05%
BETO 1 0,05%
BOA MORAES 1 0,05%
BONECO 1 0,05%
BUGA 1 0,05%
CAETANO DO SINDIC 1 0,05%
CAMILA 1 0,05%
CAPITAO SERGIO 1 0,05%
CArlos 1 0,05%
CARLOS BARRETO 1 0,05%
CARLOS JAMAICA 1 0,05%
Carmem 1 0,05%
carol 1 0,05%
CASSIO 1 0,05%
Caxinauá 1 0,05%
CEZINHA 1 0,05%
CHIQUINHO 1 0,05%
CIRIACÓ 1 0,05%
CLAUDIA VIANA 1 0,05%
CLAUDIO 1 0,05%
Claúdio Brandão 1 0,05%
CLEBER BARROS 1 0,05%
CLEBER SAMPAIO 1 0,05%
CLEISON 1 0,05%
CLEITON 1 0,05%
DAVID PANTOJA 1 0,05%
Deka 1 0,05%
DELEGADO GUILHERM 1 0,05%
DENIS 1 0,05%
DERM VILENA 1 0,05%
DEZINHO 1 0,05%
DIDI 1 0,05%
DILAN 1 0,05%
DILERMANO 1 0,05%
DINEDE 1 0,05%
DJ. GADA 1 0,05%
DR ALBERTO 1 0,05%
DR FAUSTO 1 0,05%
DR RADISON 1 0,05%
Dr Uziel Pinto 1 0,05%
DR. ALBERTO 1 0,05%
DR. CHIQUINHO 1 0,05%
DR. ELENILSON 1 0,05%
EDER 1 0,05%
EDI 1 0,05%
EDI NEVES 1 0,05%
EDIVALDO CARNEIRO 1 0,05%
EDSON DA VAN 1 0,05%
EDSON MAGALHÃES 1 0,05%
EDUARDA LUXA 1 0,05%
EDUARDO BASTOS 1 0,05%
Eduardo Protasio 1 0,05%
Elias Barreto 1 0,05%
ELIAS SOUZA 1 0,05%
Elinora 1 0,05%
ELINTON 1 0,05%
ELIONORA C 1 0,05%
ELITON CAN 1 0,05%
ELTON SIDMEY SIMO 1 0,05%
ELZA 1 0,05%
EMERSON 1 0,05%
ENEY 1 0,05%
ESMERALDA 1 0,05%
Everaldo 1 0,05%
Fabinho 1 0,05%
FÁBIO 1 0,05%
FABIO ANDRADE 1 0,05%
FÁBIO DA BUZINA 1 0,05%
FABIO JR 1 0,05%
FABIO MELO 1 0,05%
FABIO PAIXAO 1 0,05%
FÁBIO RIBEIRO 1 0,05%
FELIPE 1 0,05%
FERNANDA MARTINS 1 0,05%
FERNANDES 1 0,05%
FERNANDINHO 1 0,05%
FERNANDO C 1 0,05%
FERNANDO CARTEIRO 1 0,05%
Fiho 1 0,05%
Filho do Lélio 1 0,05%
FRANK 1 0,05%
Frenando Martins 1 0,05%
GABRIEL SOUZA 1 0,05%
GELERMANO 1 0,05%
GEOVANE 1 0,05%
Geraldo 1 0,05%
GERALDO SENA 1 0,05%
GINO 1 0,05%
GLEIDSON 1 0,05%
GLEYCE 1 0,05%
Gugu 1 0,05%
GUGU 1 0,05%
GUILERME LESSI 1 0,05%
HENRI JUNIOR 1 0,05%
IGOR ANDRADE 1 0,05%
IGOR BARATA 1 0,05%
JAIRO 1 0,05%
JAMAICA 1 0,05%
JANGO VIDAL 1 0,05%
JEFERSON LIMA 1 0,05%
JHONWANY 1 0,05%
Jô Marine 1 0,05%
JOAQUIM TAVARES 1 0,05%
JOCARRE 1 0,05%
JOGE BROZE 1 0,05%
JONES 1 0,05%
JONY 1 0,05%
JORDE FREITAS 1 0,05%
JORGE 1 0,05%
JORGE AL 1 0,05%
JORGE MIRANDA 1 0,05%
JORGE SOUZA 1 0,05%
JORGE SOUZA FRAN? 1 0,05%
JOSÉ LIMA 1 0,05%
JOSÉ ROBERTO 1 0,05%
JOSIANE 1 0,05%
JULIANA RUF 1 0,05%
Junior 1 0,05%
JUNIOR DI CASA 1 0,05%
JUNIOR TAYKONDOR 1 0,05%
KLEO 1 0,05%
KLEYSON 1 0,05%
LEGENDA 1 0,05%
LEXEVA 1 0,05%
LOBATO 1 0,05%
LUIS 1 0,05%
LUIS CAMRÃO 1 0,05%
LUISA SOUZA 1 0,05%
LUIZ JUNIOR 1 0,05%
MACULA 99 1 0,05%
MAGO 1 0,05%
MAICON CASTRO 1 0,05%
MAISA 1 0,05%
MAISA TOBIAS 1 0,05%
MALTO CASTRO 1 0,05%
MANEL 1 0,05%
MANOEL CASSEI 1 0,05%
MANOEL CORREA 1 0,05%
MANUEL BORGES 1 0,05%
MARCELO 1 0,05%
Marcelo Mendes 1 0,05%
MARCELO MENDES 1 0,05%
MARCELO MIRANDA 1 0,05%
MARCELO RIBAMAR 1 0,05%
MARCIEL MOURAO 1 0,05%
Marcio 1 0,05%
MARCIO DO TAPANA 1 0,05%
MARCOS 1 0,05%
MARCOS CARRERA 1 0,05%
MARCOS RÊGO 1 0,05%
MARIA 1 0,05%
MARIA JOSÉ DE AB 1 0,05%
Marilia 1 0,05%
MARILIA 1 0,05%
MARÍLIA DO POSTO 1 0,05%
MARIVALDO DO AÇA 1 0,05%
Maurício C. 1 0,05%
MAURO 1 0,05%
MAURO COSTA 1 0,05%
MAYCON 1 0,05%
MEG BAROS 1 0,05%
MEMORIA 1 0,05%
MICHEL 1 0,05%
MIGUEL 1 0,05%
Miguel Rodrigues 1 0,05%
Milena Menezes 1 0,05%
MILENE 1 0,05%
MILLENI 1 0,05%
MILTO NEVES 1 0,05%
MIUTO PAULA 1 0,05%
Moa 1 0,05%
MOA MORAES 1 0,05%
MOISES TOBIAS 1 0,05%
NALDO CARNEIRO 1 0,05%
NANDIR NEVES 1 0,05%
NATANAEL SODRE 1 0,05%
NAZARÉ 1 0,05%
NAZARENO RIBEIRO 1 0,05%
NENÊ 1 0,05%
NETO GUSTAVO 1 0,05%
Ney 1 0,05%
NICK PILOTO 1 0,05%
NILDA 1 0,05%
NILSON ARIES 1 0,05%
NONATO FIGUEIRA 1 0,05%
NONATO SIQUEIRA 1 0,05%
NONY GAS 1 0,05%
Oscar neto 1 0,05%
OSCAR NETO 1 0,05%
PABLO FARA 1 0,05%
PADRE SAMUEL 1 0,05%
PAIUI 1 0,05%
PÂMELA 1 0,05%
PAMENA MAZOLA 1 0,05%
Pastor 1 0,05%
PASTOR 1 0,05%
PASTOR FRANÇA 1 0,05%
PASTORA RITA 1 0,05%
Paula M 1 0,05%
PAULA MIRANDA 1 0,05%
PAULO BARROSO 1 0,05%
PAULO BENÇÃO 1 0,05%
PAULO BENTO 1 0,05%
PAULO GAIA 1 0,05%
PAULO GAYA 1 0,05%
PAULO MIRANDA 1 0,05%
Paulo Sergio 1 0,05%
PEDRO MAIA 1 0,05%
PERICLES 1 0,05%
Pr Barra 1 0,05%
Pr Fadel 1 0,05%
PR MAGO 1 0,05%
PR PAULO GURJAO 1 0,05%
Pr Rui Batista 1 0,05%
PR. FRANÇA 1 0,05%
PR. VAVÁ 1 0,05%
PROF EDSON 1 0,05%
Prof George 1 0,05%
PROF PAULO 1 0,05%
PROFESSOR ILDO 1 0,05%
PROFESSOR JUNIOR 1 0,05%
PROFESSOR MARIO 1 0,05%
RAFAEL LEMO 1 0,05%
RAIANE AMANDA 1 0,05%
RAILA MARIA 1 0,05%
RAIMUNDO CARVALHO 1 0,05%
RAIMUNDO CASTRO 1 0,05%
RAYANE ALMEIDA 1 0,05%
Rayane Amanda 1 0,05%
REGINA 1 0,05%
REIS 1 0,05%
Ricardo 1 0,05%
RIUDO PESSOA 1 0,05%
ROBSON LUIZ 1 0,05%
Roni 1 0,05%
RONY RIBEIRO 1 0,05%
ROSANGELA 1 0,05%
RUBENS MOTA 1 0,05%
RUBERVAL FEIO 1 0,05%
RUI BARATA 1 0,05%
Rui Begot 1 0,05%
Ruy Begot 1 0,05%
SACOLA 1 0,05%
SANTINO SOARES 1 0,05%
SEN BONECO 1 0,05%
SERGENTO SILVANO 1 0,05%
SERGINHO ANJO 1 0,05%
SERGINO 1 0,05%
SILVIA 1 0,05%
Silvia Gil 1 0,05%
SIMONE CALAGNO 1 0,05%
Soares 1 0,05%
SOCORRO MIRANDA 1 0,05%
TALQUINHO 1 0,05%
TAPERA 1 0,05%
THIAGO BRANDÃO 1 0,05%
THIAGO QUARESMA 1 0,05%
TIO EDE 1 0,05%
TITITI 1 0,05%
VALDOMIRO 1 0,05%
VALTER CUNHA 1 0,05%
VANJA LOBATO 1 0,05%
VANUZA 1 0,05%
VICTOR 1 0,05%
Victor Costa 1 0,05%
VICTOR DIAS 1 0,05%
WALDECIR 1 0,05%
WANDERLAY 1 0,05%
WANJA LOBATO 1 0,05%
WELILINGTON 1 0,05%
WELLIGTON 1 0,05%
WILSON 1 0,05%
WILSON MARTINS 1 0,05%
WILSON NETO 1 0,05%
YAN 1 0,05%
YAN MIRANDA 1 0,05%
YURY JORDY 1 0,05%
Zé Doido 1 0,05%
Zéca Pirão 1 0,05%
ZEZINHO BRASIL 1 0,05%
ZITO 1 0,05%
Total 2000 100,00%

 

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IVEIGA- ELEIÇÕES EM BELÉM: JOGO EMBOLADO

Edmilson lidera. Eder e Zenaldo empatados.

em por Edir Veiga 13 de setembro, 2016 - 12h40

 
VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA
PESQUISA ELEITORAL EM BELÉM-PARÁ
PERÍODO: 10 E 11 DE SETEMBRO DE 2016
REGISTRO- PA-06418/2016
ESTATÍSTICO: MÁRIO DE LIMA NOBRE
CONRE: 10020
AMOSTRAGEM 2000 ENTREVISTAS
INTERVALO DE CONFIANÇA: 95%
MARGEM DE ERRO 2.2%
CONTRATANTE: VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA
 
 

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A DERRUBADA DE DILMA E A CONJUNTURA SEGUINTE

CRISE ECONÔMICA, PATRIMONIALISMO E GOLPE PARLAMENTAR

em por Edir Veiga 04 de setembro, 2016 - 07h46

A DERRUBADA DE DILMA E A CONJUNTURA SEGUINT

1-Não há dúvida, a popularidade da ex-presidente Dilma abaixo de dois dígitos como consequência direta da crise econômica aguda veio a fragilizar mortalmente o comando político do Brasil.

2-O erro central do governo federal brasileiro, do ponto de vista econômico, foi criar enormes despesas sociais no curso do primeiro quadriênio da presidente Dilma contando com receitas oriundos da exportação que não vieram a se concretizar devido a grave crise econômica internacional na Europa e Ásia tendo como consequência a abrupta queda dos preços de produtos como: Petróleo e Minérios.

3-A crise econômica internacional teve como sub produto no Brasil o desequilíbrio das contas públicas entre receitas e despesas colocando na ordem do dia os cortes nos gastos sociais, que foram prontamente iniciados por Dilma no curso do ano de 2015, produzindo enormes resistências do mundo sindical e de partidos e parlamentares vinculados a estes grupos de pressão.

4-O desequilíbrio das contas públicas gerou de imediato problemas que trouxeram enormes impopularidades a presidenta da república, como: inflação, desemprego, aumento dos custos do crédito, desaquecimento no comercio e indústria e ao final, uma recessão que veio a fazer encolher o Produto Interno Brasileiro-PIB.

5-Neste terrível contexto econômico, emerge com muita força a partir do final de 2014 a operação Lava Jato que veio a desnudar para a sociedade brasileira o enorme esquema de corrução na Petrobrás e suas subsidiárias.  Esta corrupção teve as digitais do Partido dos Trabalhadores em todas as suas fases.

6-Escândalos que envolveram bilhões de reais sendo desviados dos cofres públicos e na proa destes escândalos estava o Partido dos Trabalhadores, as grandes empresas nacionais e a alta burocracia do setor estatal. Secundariamente aparecem políticos do PMDB e do PP, como parceiros neste consórcio do crime contra a fazenda pública nacional.

7-De imediato, o povo brasileiro que sinalizava insatisfação crescente com a inflação, recessão, desemprego foi tomada de enorme indignação com os escândalos de corrupção que colocavam o partido da presidente, o PT, no centro das articulação políticas patrimonialistas no interior da Petrobrás.

8-Neste momento, a repercussão da operação Lava Jato nos meios de comunicação, a enorme indignação popular ganha a dimensão de enormes manifestações populares, como nunca se viu antes, contra a corrupção e contra o governo Dilma, cunhada na famosa frase: FORA DILMA E O PT.

9-No início do ano de 2015,  o PT cometeu o seu mais profundo erro político, ao tentar eleger o presidente da câmara dos deputados. Deste erro de cálculo político, emergiu como presidente da câmara baixa, um deputado alinhado com a oposição e que viria ser decisivo na admissibilidade do pedido futuro do impeachment  da presidente Dilma, o Sr. Eduardo Cunha.

10-As prisões de dirigentes do PT e de dirigentes de grandes empreiteiros, inaugurou uma nova fase na percepção da sociedade brasileira, em torno da ideia de justiça, agora todos viam, seguidamente, os ricose figurões políticos indo para a cadeia. Este fato gerou enorme popularidade para a operação Lava Jato e para o juiz encarregado de julgar os acusados, o juiz Sérgio Moro.

11-Das prisões seguiram-se as delações premiadas e com elas evidenciou-se enormes organizações criminosas que operavam às sombras da legalidade para capturar dinheiro público, seja para o caixa 2 dos partidos, sejam para o patrimônio pessoal da alta burocracia das empresas estatais. O fato mais cínico se traduziu na negociação da refinaria de petróleo americana conhecida do Pasadina, que gerou prejuízo de mais de um bilhão de reais aos cofres públicos.

12-Neste momento houve um consenso contingente entre o noticiário dos meios de comunicação e a indignação da população brasileira. Os setores mais bem situados socialmente, as classes médias passaram a exigir o fim do governo Dilma, do PT e prisão de todos os corruptos. Milhões de pessoas de verde e amarelo tomaram as ruas do Brasil.

13-Neste momento, a baixíssima popularidade da presidente Dilma, a subida acelerada do dólar, os indicadores econômicos declinantes e, principalmente, a desconfiança generalizada dos investidos  internos e externos, produziu como consequência direta o fim da base parlamentar do governo Dilma.

14-Agora a oposição começa a dar as cartas no congresso, o PMDB liderado pelo vice presidente Michel Temer assume informalmente o comando político do congresso. Agora a oposição tinha o controle parlamentar. Enquanto o governo apresentava medidas para conter a crise econômica, representada por medidas impopulares que envolviam corte nos gastos públicos e cortes em direitos sociais, a oposição comandada por Eduardo Cunha na câmara baixa aprovava as chamadas pautas bombas, que iam em sentido contrário ao desejado pelo governo que buscava  enfrentar a crise econômica.

15-Em síntese, quem liquidou com a base parlamentar de Dilma e com o seu governo foram as enormes mobilizações populares no contexto da grave crise econômica e da aguda crise política impulsionada pela operação Lava Jato e pela perda da base parlamentar.

16-As bases sociais da esquerda no Brasil estavam acuadas, sejam pela pacote anti-trabalhista apresentado ao congresso pela presidente Dilma no início de 2015,  alguns deles aprovados, sejam pelos enormes escândalos de corrupção que tinham políticos e burocratas ligados ao PT na testa de todos os acontecimentos.

17-Somente a condução coercitiva do ex-presidente Lula pela Polícia Federal é que gerou as condições para que a militância do PT e da esquerda se levantassem em defesa de Lula, e posteriormente contra a derrubada congressual da presidente Dilma.

18-No segundo semestre de 2015 foram apresentados vários pedidos de impeachment contra a presidente Dilma, por crime de responsabilidade, seja por entidades nacionais como a OAB, seja por renomados juristas brasileiros como Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr.

19-Todos os pedidos de impeachment se basearam no relatório do Tribunal de Contas da União-TCU, tendo por base as chamadas pedaladas fiscais, que se consubstanciaram no ato do governo em pagar despesas sociais com recursos de bancos oficiais, sem o repasse destes recursos do tesouro para estes bancos.

20-Crime de responsabilidade baseado neste tipo de denúncia para fundamentar pedido de impeachment é fortemente contestado por juristas nacionais e internacionais....sendo a base para que o impeachment, consumado, seja considerado como ilegal por uma parcela da sociedade brasileira e da comunidade internacional, sendo classificado como Golpe Parlamentar.

21-No final do primeiro semestre de 2016, a sociedade civil organizada do Brasil, deu seu ares de presença na luta política em curso.  As grandes cidades do Brasil, em especial as capitais assistiram grandes mobilizações populares em defesa do governo eleito do Brasil, do governo da presidente Dilma.

22 Este movimentos sinalizaram que a esquerda e a sociedade civil democrata ainda possui enorme poder mobilizatório, mesmo num contexto de defensiva política, devido ao envolvimento do PT e de parcelas da burocracia estatal nos crimes de corrupção evidenciados pela Operação Lava Jato.

23-O impeachment foi admitido pela Câmara dos Deputados. No dia 31 de agosto de 2016 o Senado Federal, julgou e condenou a presidente Dilma com a perda do mandato presidencial. Ascendeu à presidência do Brasil o vice-presidente Michel Temer do PMDB.

24-Michel Temer ascende sob forte crise de legitimidade. Os grupos sociais que foram às ruas combater a corrupção e a incompetência na gestão do governo federal agora convivem com o governo Michel Temer, que emergiu num pacto com os perdedores das eleições presidenciais de 2014 e que  promete  enfrentar a crise econômica com reformas ultraliberais no incipiente Estado Social brasileiro.

25-O governo Michel Temer é sem dúvida a expressão da nova correlação de forças e compartilhamento de poder entre o legislativo e o executivo. Diria que viveremos até 2018 a expressão de um semi-presidencialismo informal na política brasileira, onde congresso e governo deverão construir fortes concertações políticas para produzir governabilidade.

26-O governo Temer por ser um governo pactuado dentro do congresso nacional e sendo carente de legitimidade popular viverá sob o reino da ambiguidade. Nenhuma iniciativa isolada da equipe econômica prosperará sem fortes negociações dentro da base aliada do novo governo, representada principalmente por: PMDB. PSDB, DEM, PSD e PPS.

27- É neste contexto que o governo Temer buscará aprovar propostas altamente impopulares como a reforma da previdência, trabalhista e aprofundar os cortes indiscriminados na área social. O cenário que se avizinha é de muita resistência social onde a esquerda atuará de forma combinada nas ruas, nas greves e dentro do congresso nacional.

28-A perspectiva das lutas sociais contra as políticas ultraliberais  de Temer dependerá em grande parte das coalizões sociais contra este novo governo. Caso a esquerda e o PT  construam uma política ampla de resistência, agrupando todos os setores que se voltarão contra o governo, e ai incluindo grande parcela de gente que lutou contra o governo Dilma, este movimento de combate a Temer poderá ganhar dimensões de massas. Em caso contrário, este movimento perderá em muito seu potencial de acúmulo de força no curto prazo, visando as disputas políticas de 2018.

29-Mas voltando ao conteúdo das políticas Temer de combate ao desequilíbrio das contas públicas, cabe alguns comentários. O Estado brasileiro sempre foi um Estado a serviços de oligarquias, sejam em tempos de democracias restrita (Império e República Velha), seja em tempos da Ditadura Militar. Quatrocentos anos de apropriação privada do Estado brasileiro foi o suficiente para sermos 84ª, no Ìndice de Desenvolvimento Humano-IDH, mesmo tendo o sétimo Produto Interno Bruto-PIB  do planeta.

30- Os governo Lula e Dilma iniciaram uma grande ofensiva no sentido de transformar o Estado brasileiro num instrumento de equalização social. Lula surfou em período de um crescimento do Produto interno Bruto-PIB mundial. Os ganhos sociais do período Lula são inquestionável. O governo Dilma apostou neste mesmo caminho em momento de mudança de humores da economia mundial.

31-A firme convicção política do governo Dilma em manter e ampliar as políticas sociais no Brasil marchou à revelia da conjuntura econômica internacional. A crise econômica chegou na Rússia, China e na Europa.  Políticas sócias de Dilma estavam fortemente ancoradas em receitas advindas do comércio exterior.

32-A queda brusca dos preços do petróleo, de minérios e da exportações de outros produtos agrícolas debilitou seriamente o caixa do tesouro nacional e que teve como subproduto o desequilíbrio da balança entre receita e despesas em nível interno. Os gastos sociais e da máquina de governo continuaram em crescimento. Este processo se instalou e se aprofundou ao longo dos anos de 2013/2014 e 2015.

33-O governo percebeu a instalação deste grave cenário econômico. Mas existia uma decisão a tomar: cortar gastos sociais, conter aumento da folha do funcionalismo e anunciar pacotes altamente impopulares, correndo o risco e perder as eleições presidenciais de 2014, ou apostar nos gastos crescentes, ganhar as eleições, como de fato veio a ocorrer, e posteriormente tomar iniciativas duras para reestabelecer o equilíbrio da máquina pública brasileira.

34-A opção de risco assumida pelo governo Dilma tinha tudo para ser exitoso, afinal ocorreu a reeleição de Dilma aconteceu em 2014, se não tivesse emergisse no Brasil o escândalo da Operação Lava Jato. O gigantesco escândalo do Petrolão, tendo o Partido dos Trabalhadores-PT como o principal acusado, e que veio a mudar todo cenário político em favor das oposições no Brasil.

35-Como ocorreria em qualquer parte do mundo democrático, a oposição iniciou um violento ataque ao PT e ao governo Dilma, responsabilizando-os pela corrupção em curso e associando a corrupção às causas do desequilíbrio das contas públicas, e como tal das mazelas sociais em curso, como a inflação, o desemprego e o aumento brusco do valor do dólar.

36-Toda a atenção dos noticiários voltaram-se para a operação Lava Jato, como era de se esperar. A população como um todo ficou indignada pelo gigantesco escândalo de corrupção que iam-se revelando a cada depoimento dos indiciados pela Polícia Federal. As prisões de grandes empreiteiros e de burocratas das empresas estatais e suas delações comprometiam principalmente o PT.

37-O povo nas ruas começou a exigir a saída do governo Dilma.  O Brasil virou um palco de mobilizações de ruas. O tema da corrupção/crise econômica ganhou o centro das atenções de toda a população por meses em seguida. Os investidores internos e externos são tomados de enorme desconfiança na capacidade do governo brasileiro em superar a grave crise econômica e a aguda crise política que se instalava a partir das mobilizações de ruas.

38-O Brasil começou a ser rebaixado nas agências internacionais de classificações de riscos. A inflação demonstrava risco de descontrole. O desemprego aumentava. O dólar chegou a quatro reais. Enquanto isso, todas as iniciativas do governo Dilma, para conter a crise econômica não eram aprovados dentro de um congresso dominado por grupos de oposição, trazendo de roldão a base aliada de centro direita da presidente Dilma, inclusive parte da esquerda como o Partido Socialista Brasileiro-PSB.

39-No início de 2016, o governo Dilma já não governava o Brasil. Perdeu a capacidade de governabilidade congressual, ou seja, vivíamos uma paralisia decisória. É neste contexto que o PMDB, comandado pelo vice presidente Michel Temer iniciou um movimento aberto para afastar a presidente Dilma, via impeachment, na perspectiva de herdar o governo federal.

40-Por certo houve um afastamento da presidente de forma ilegal, baseado nas chamadas pedaladas fiscais. A presidente efetivamente não cometeu crime de responsabilidade.

41- O PMDB em vez de arbitrar uma saída negociada, através de um pacto político que garantisse a normalidade institucional se aliou à oposição congressual e deu conteúdo às reivindicações populares e derrubou a presidente Dilma e consumou um GOLPE PARLAMENTAR no Brasil.

42-  E este golpe institucional só se efetivou devido a ação de outro pemedebista, o deputado Eduardo Cunha, presidente da câmara dos deputados, que veio a admitir um pedido de impeachment baseado em pressupostos constitucionais, amplamente contestado por grande parte do mundo jurídico e acadêmico nacional e internacional.

43-Este golpe parlamentar gerou, em boa parte da população brasileira uma quebra de fé nas instituições democráticas brasileira. No presidencialismo, não basta a presidente ser impopular para ser afastada por um impeachment. A impopularidade hoje, vira a popularidade de amanhã. É a economia quem dita se um presidente pode ser ou não impopular.

44-Hoje o recém empossado presidente Temer vem sendo questionado por grande parte da população brasileira.  Boa parte do povo que foi às ruas contra a corrupção e a crise econômica, jamais pediu por Temer. Mas Temer era o vice de Dilma e terá de ser engolido pelos próximos três anos, a não ser que seja derrubado por um ato revolucionário, cenário este que não parece plausível nesta conjuntura vindoura.

45-As classes médias brasileiras, que majoritariamente apoiaram a queda de Dilma, assistirão agora iniciativas de conteúdo ultraliberal para conter a crise. Políticas contracionistas na educação, no ensino superior, na previdência e na Consolidação das Leis Trabalhistas, atingirão a todos, de forma indiscriminadas.

46- O Estado brasileiro, que nunca teve nem o lampejo de um Estado de Bem Estar Social ao modelo sueco, mas que assumiu um conteúdo de equalizador nos últimos 12 anos, pode voltar a ser um Estado mínimo para as políticas sociais, e enorme como repassador de recurso para as grandes empresas nacionais e multinacionais.

47- Temer já anunciou suas intenções para equilibrar as contas públicas, a tesoura dos cortes atingirá centralmente o TRABALHO em proteção do CAPITAL.  Agora o Brasil viverá uma nova fase de lutas sociais. A oposição deitará e rolará, nas ruas e nas redes sociais,  sobre este novo governo. A tendência próxima, parece ser de enfraquecimento perante ao povo pobre da alternativa política representada por PMDB e PSDB para as eleições de 2018.

48- Por certo a esquerda acumulará força no próximo período, independente do que venha a acontecer com o presidente Lula.  Mas creio que um novo COLLOR está a caminho para ganhar os amores de nossa classe média, do mundo privado e pequeno burguesa do centro sul do País nas eleições de 2018.

 

 

 

 

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ELEIÇÕES 2016: PESQUISA EM MARITUBA-PARÁ

MÁRIO FILHO DISPARA NA LIDERANÇA.

em por Edir Veiga 03 de setembro, 2016 - 03h20

VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA.
PESQUISA ELEITORAL EM MARITUBA-PARÁ
REGISTRO TRE-PA- 02712/2016
PERÍODO: 30 E 31 DE AGOSTO DE 2016
AMOSTRAGEM: 798.
MARGEM DE ERRO: 3.5% PARA MAIS OU PARA MENOS
INTERVALO DE CONFIANÇA: 95%
ESTATÍSTICO: MÁRIO NOBRE
CONRE: 10020
ENTIDADE FINANCIADORA: VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA.
 

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GOLPE DE ESTADO E O FUTURO DO GOVERNO TEMER

em por Edir Veiga 02 de maio, 2016 - 11h34

A admissibilidade pela câmara dos deputados do processo de impeachment contra a presidente Dilma, marcou politicamente o fim de um governo que sequer iniciou o segundo mandato, devido ao tsunami político que atingiu o governo como consequência dos escândalos emanados da Operação Lava Jato e que envolveu diretamente dirigentes do PT e altos funcionários da tecnocracia da Petrobrás.

A admissibilidade do impeachment e sua confirmação pelo senado é iminente. Parto da noção de que o afastamento da presidenta da república se configura como golpe de Estado, apesar da roupagem parlamentar e jurídica. E minha conclusão é objetiva: a presidenta está sendo derrubada por um delito   não comprovado, que tem sua fundamentação no crime de responsabilidade, que se baseou num pretenso ato ilegal contra o orçamento, vulgarmente chamado de "pedaladas fiscais".

A conclusão é simples: a presidente ainda não teve suas contas de 2015 julgadas pela câmara dos deputadas e, o Tribunal de Contas da União, é um órgão  que não tem poder de justiça e nem de juiz, sendo tão somente um órgão de assessoria do poder legislativo. Assim sendo, não existe materialidade para julgar a presidente por crime contra o orçamento, pois as contas do mandato anterior não constituem materialidade para servir como provas neste processo relativo ao segundo mandato da presidente.

Por outro lado, se formos adentrar o conteúdo daquilo que vem se "chamando de "pedaladas fiscais", não se aplicaria como crime contra a presidente, 1º porque no remanejamento de créditos não criou novas despesas ao orçamento, 2º porque este mecanismo de remanejamento de créditos é comum em governos anteriores, inclusive em governos subnacionais,3º todos os recursos foram destinados a socorros de pensão alimentícia e inclusive ao Plano Safra.

Não podemos admitir o FILHOTISMO no Brasil do século XXI, que foi uma prática política muito comum durante a Primeira República que se traduzia na máxima: "Aos amigos os favores da lei aos inimigos os rigores da lei". No Brasil a prática das "pedaladas fiscais se consumou ao longo dos anos.

Portanto, como a presidenta Dilma está sendo removida do governo sem base legal, concluo que está ocorrendo um Golpe de Estado No Brasil  "plastificado" com decisões parlamentareas e judiciárias. O velho centro conservador, novamente remove um governo popular através do "tapetão", como ocorreu em 1964.

Definido minha posição sobre o Golpe de Estado em curso, passo a discutir os determinantes da impopularidade da presidenta da república, que ao meu ver, foi a causa propulsora para que a mesma tivesse a fratura de sua base parlamentar e de seu subsequente  afastamento político, ora em curso.

Parafraseando Alexis de Tocquevilhe, eu diria que a iminente queda da chefa de governo brasileiro tem causas principais e causas secundárias. Todas estas causas conjugadas foram muito importante para que viesse a ocorrer a paralisia decisória, ingovernabilidade e golpe de Estado, que neste momento se finaliza em nosso País.

A enorme impopularidade da presidente da república vem sendo determinada pela aguda crise econômica que vem se abatendo sobre o nosso País. Desemprego, inflação em alta, aumento da carestia e aumento das tarifas públicas são apenas  a face visível deste momento econômico por que passa a sociedade brasileira.

Como fatores invisíveis desta situação caótica, temos a crise econômica internacional que reduziu bruscamente os preços de produtos exportáveis a exemplo do petróleo, da soja e do ferro, tendo repercussão direta  nos custos do câmbio  e no aumento da inflação através do aumento dos custos nos insumos industriais importados.

Como fatores causais inerentes ao próprio governo, podemos citar o enorme aumento dos gastos sociais  sem o subsequente incremento de receitas durante o primeiro governo da presidenta Dilma, tendo por consequência a perda da capacidade de realização de poupança interna  também conhecida como superavit primário. Este fator veio a gerar enorme desconfiança do mercado interno e externo em relação à capacidade do governo em honrar com os serviços da dívida pública interna, gerando fuga de dólares e desvalorização do real.

Outro fator decisivo para que o governo viesse a perder grande parte de seu capital de avaliação pública positiva, foi o chamado estelionato eleitoral perpetrado quando do início do segundo governo da presidenta da república. Dilma foi reeleita reafirmando políticas de austeridade econômica, mas que preservariam todos os direitos trabalhistas.

A presidenta Dilma fez exatamente o contrário daquilo que foi prometido durante a campanha de sua reeleição. Medidas de contenção de gastos públicos, necessárias, foram propostas pelo governo, de conteúdos liberais, ferindo de pronto direitos trabalhistas, determinando grande perda de credibilidade  frente a velhos apoiadores de movimentos sociais e da classe média oriunda do funcionalismo público e  estatal.

A mídia teve enorme papel na destruição da credibilidade do governo Dilma. Os meios de comunicação de massa, com destaque especial para o grupo Globo, convenceram a grande massa populacional de que as causas da crise econômica em curso foi a corrupção oriunda da Petrobrás e que o causador desta crise tinha nome e sobrenome: Dilma Roussef.

Com o crescente desgaste da figura da presidenta da república e de seu governo, a crise econômica induziu uma  profunda crise política com a fratura na base de sustentação política e parlamentar do governo Dilma. Os partidos governistas começaram a se afastar de um governo que se atolava em crises sistemáticas, gerando subsequentemente a paralisia decisória e ingovernabilidade.

Neste contexto entra em cena o vice presidente da república, Michel Temer. Em vez de ação em defesa do governo Dilma, como se esperaria de um parceiro de chapa presidencial, este político entrou "pesadamente" no jogo político para remover o PMDB da base de apoio político e parlamentar da presidente e com esta ação veio a viabilizar políticamente o impeachment, pois como partido relevante veio a atrair a maioria dos partidos satélites que estavam na base parlamentar de apoio ao governo Dilma Roussef. Temer prometeu prebendas e manutenção do status quo  em caso  da derrubada do governo da presidente em questão.

Configurado a fratura da base parlamentar da presidente, o governo perdeu a capacidade de aprovar medidas anti-crise no congresso, fundado em pressupostos liberais de controle inflacionário. A câmara dos deputados deixou de votar pautas impopulares. A oposição (DEM-PPS-PSDB), comandada pelo deputado Eduardo Cunha, presidente da Casa, começou a apresentar  a chamada "pauta bomba" consubstanciada em projetos de aumentos de gastos públicos, assim como coordenou ações que vieram a vetar todas as ações de governo com vistas a conter os gastos públicos.

Com a crise política aguda alimentando a grave crise econômica em curso. Os apoios políticos, parlamentares e sociais do governo vieram a se esvair. O executivo federal atual ficou à deriva. E é neste contexto que a oposição renegando qualquer  apego a regras que organizam a sucessão de governo, protocolou o pedido do impeachment da presidenta incumbente. Começou e está concluindo um golpe de Estado altamente sofisticado, pois conta com o beneplácido do poder judiciário, do parlamento e da maioria da sociedade brasileira.

É altamente provável que o senado federal admita o processo do impeachment, afaste a presidente e a condene em no máximo 90 dias. Um novo governo já vem se construindo no Palácio do Jaburu, que é a residência oficial do vice  presidente da república. É um governo que virá sustentado no Plano Temer que promete  ataques radicais  a direitos trabalhistas e sociais como os principais remédios para conter os gastos públicos. Políticas de apoio à poupança empresarial e de proteção às grandes fortunas devem florescer sob influência direta da FIESP, contidos no programa "ponte para o Futuro" do PMDB.

Acredito que este governo ilegítimo que surge no Brasil vai tomar medidas "amargas" na economia que são incompatíveis com sua legitimidade social. A derrubada do governo Dilma tem como subproduto um PT e seus satélites de esquerda que caem de pé, fortalecido perante uma base social altamente progressista e que enxerga a saída da presidente Dilma como um golpe de Estado.

Por outro lado, as classes médias oriundas do mundo privado e do mundo público esperam políticas de governo que lhes devolvam antigos privilégios do ponto de vista do consumo de bens duráveis. Num contexto de políticas econômicas de contração a tendência imediata é que o governo, no curso de 18 meses venha a perder esta maioria volátil de apoio que detém neste momento.

Os movimentos sociais, o funcionalismo público não devem dar descanso ao novo governo tampão. Neste cenário, o futuro da coalizão conservadora que assume o planalto chegaria altamente debilitada na conjuntura pré-eleitoral de 2017. É este possível cenário que embalam hoje o debate interno no PSDB, se participa ou não do eventual governo Temer. Qualquer erro em decisões políticas neste momento terão consequências diretas na conjuntura de 2018.

Por outro lado, o governo Temer, emergindo no contexto de um amplo apoio parlamentar, poderá ter sucesso inicial no controle inflacionário e na organização das contas públicas. Caso este cenário se confirme, Temer terá um fôlego no médio prazo para tentar reativar o crescimento econômico e chegar como ator importante em 2018.

Do sucesso ou do insucesso inicial do governo Temer é que emergirão cenários mais previsíveis para a próxima conjuntura do Brasil pós Dilma. Lula, em qualquer cenário, caso não venha ser cassado, será ator muito importante nas eleições de 2018. Caso o governo Temer   não restitua privilégios imediatos à classe média, este grupo neo conservador tende a  se deslocar do apoio de curto prazo ao   centro político tradicional (PMDB,DEM e PDB) para a extrema direita.

O esvaziamento do centro político brasileiro, o fortalecimento da extrema direita e de um bloco de  esquerda, pode ser uma  tendência provável no Brasil, no caso do fracasso do governo Temer. Nesta situação poderemos ter a venezuelização do Brasil nos próximos anos com graves consequências para a economia e para a estabilidade política e democrática em nosso País. Esta poderá ser a pior consequência do golpe de Estado ora perpetrado no Brasil.

Tenho dito.

 

 

 

 

 

 

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Edmilson lidera corrida à prefeitura de Belém

Zenaldo aparece empatado com o Reitor Maneschy

em por Edir Veiga 23 de abril, 2016 - 05h00

EM OUTUBRO TEREMOS ELEIÇÕES PARA PREFEITURA DE BELÉM. SE ESTAS ELEIÇÕES FOSSEM HOJE, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA PREFEITO DE BELÉM? (ESPONTÂNEA)
  Percent
  EDMILSON 16,9%
EDER MAURO 5,6%
ZENALDO 3,9%
DUCIOMAR 0,8%
REITOR MANESCHY 0,4%
REGINA BARATA 0,4%
JEFFERSON LIMA 0,3%
PIO NETO 0,1%
JORDY 0,1%
PAULO ROCHA 0,1%
PRIANTE 0,1%
ZECA PIRÃO 0,1%
BRANCO/NULO 16,4%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU 54,9%
Total 100,1%

 

EM OUTUBRO TEREMOS ELEIÇÕES PARA PREFEITURA DE BELÉM. SE ESTAS ELEIÇÕES FOSSEM HOJE, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA PREFEITO DE BELÉM? (CENÁRIO 1)
  Percent
  EDMILSON 31,6%
EDER MAURO 25,4%
ZENALDO 6,3%
JORDY 5,2%
REITOR MANESCHY 4,3%
REGINA BARATA 2,7%
DUCIOMAR 2,4%
ZÉ CARLOS 0,4%
PROF. SIMÃO 0,3%
PIO NETO 0,3%
BRANCO/NULO 14,5%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU 6,9%
Total 100,1%

 

EM OUTUBRO TEREMOS ELEIÇÕES PARA PREFEITURA DE BELÉM. SE ESTAS ELEIÇÕES FOSSEM HOJE, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA PREFEITO DE BELÉM? (CENÁRIO 2)
  Percent
  EDMILSON 35,7%
EDER MAURO 31,3%
ZENALDO 6,3%
REITOR MANESCHY 6,3%
BRANCO/NULO 14,5%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU 6,0%
Total 100,0%

 

EM OUTUBRO TEREMOS ELEIÇÕES PARA PREFEITURA DE BELÉM. NUM EVENTUAL SEGUNDO TURNO ENTRE EDER MAURO E EDMILSON, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA PREFEITO DE BELÉM? (CENÁRIO 1)
  Percent
  EDMILSON 40,9%
EDER MAURO 39,9%
BRANCO/NULO 15,2%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU 4,1%
Total 100,1%

 

EM OUTUBRO TEREMOS ELEIÇÕES PARA PREFEITURA DE BELÉM. NUM EVENTUAL SEGUNDO TURNO ENTRE EDMILSON E ZENALDO, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA PREFEITO DE BELÉM? (CENÁRIO 2)
  Percent
  EDMILSON 58,9%
ZENALDO 13,4%
BRANCO/NULO 23,3%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU 4,4%
Total 100,0%

 

EM OUTUBRO TEREMOS ELEIÇÕES PARA PREFEITURA DE BELÉM. NUM EVENTUAL SEGUNDO TURNO ENTRE EDMILSON E REITOR MANESCHY, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA PREFEITO DE BELÉM? (CENÁRIO 3)
  Percent
  EDMILSON 56,9%
REITOR MANESCHY 16,8%
BRANCO/NULO 19,6%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU 6,8%
Total 100,0%

 

EM OUTUBRO TEREMOS ELEIÇÕES PARA PREFEITURA DE BELÉM. SE ESTAS ELEIÇÕES FOSSEM HOJE, EM QUEM VOCÊ NÃO VOTARIA DE JEITO NENHUM PARA PREFEITO DE BELÉM? (ESTIMULADA)
  Percent
  ZENALDO 48,7%
EDMILSON 14,0%
EDER MAURO 9,6%
REITOR MANESCHY 6,0%
PODERIA VOTAR EM TODOS. 1,1%
NÃO VOTARIA EM NENHUM 11,3%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU 9,5%
Total 100,1%

Período de realização da coleta de dados: 18 a 20/04/2016

Margem de erro: 4%

Nível de confiança: 95%

Número de entrevistas: 751

Empresa que realizou a pesquisa: VEIGA CONSULTORIA E PESQUISA LTDA - EPP

Número de registro da pesquisa:  PA-09480/2016

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QUEM SÃO OS MANIFESTANTES PRÓ IMPEACHMENT

Veja o resumo da enquete realizado pelo Laboratório de Política da UFPA.

em por Edir Veiga 16 de março, 2016 - 06h00

Na manhã do dia 13 de março de 2016 estive coordenando uma ação dos alunos de Ciência Política da UFPA que atenderam a um apelo do Laboratório de nosso mestrado com o objetivo de conhecermos melhor o perfil social e político dos manifestantes pró-impeachment da presidente Dilma, durante a passeata pelas ruas de Belém. Tratou-se metodologicamente de uma enquete, haja vista que não poderíamos desenhar uma perfeita amostra dos manifestantes.

Nossa enquete, realizada por  sete alunos, entrevistou 283 manifestantes no percurso da passeata entre a presidente Vargas e a Doca de Souza Franco.  Do total dos manifestantes entrevistados 39 , ou  13.7%  do total compunha-se de pessoas que ganhavam até R$ 1.200,00 Reais, enquanto 61% ganhavam a partir de R$ 1.201,00 Reais, destes 40.6% ganhavam acima de R$ 5.000,00 (Cinco Mil Reais), enquanto 20.5% declararam que ganhavam entre  R$3.000,00 e R$ 5.000,00 Reais.

Para o nível de renda da população paraense podemos dizer que o povo mais pobre esteve ausente desta passeata, e mais, que esta passeata foi em 60% composta por uma classe média... média e alta.

Perguntamos aos entrevistados  se concordavam com o impeachment  da presidente Dilma, 59% declaram  concordância total, enquanto 23% afirmaram que a presidente deveria sair, somente se houvesse provas do envolvimento desta  com corrupção.. 14,1%  pediram o impeachment com base nas pedaladas fiscais, ou seja, defendiam o impeachment, não com base em corrupção da presidente, mas com base em crime de responsabilidade fiscal.

Em seguida  passamos a tentar traçar o perfil político e partidário dos manifestantes. Perguntamos qual o partido que o entrevistado mais simpatizavam, 25.8% declararam simpatia pelo PSDB, 3.2% optaram pelo PMDB, enquanto 67.1% afirmaram que não tinham simpatia por nenhum partido.

Em seguida perguntamos aos entrevistados, qual o partido que eles mais antipatizavam, 77% declararam   antipatia pelo PT, 1.1% pelo PSDB e 2.8% pelo PMDB, 3,9% declararam que não nutriam antipatia por nenhum partido.

Então tentamos captar o perfil ideológico dos manifestantes, a partir da noção de inclusão/exclusão social a partir de políticas públicas do Estado, no eixo direita esquerda estabelecido por Noberto Bobbio. Perguntamos como os manifestantes se posicionavam sobre o sistema de cotas para as minorias existentes nas universidades federais.

A grande maioria dos manifestantes se declarou contra, ou seja, 61.8% afirmou ser contra as cotas, porque seria uma política populista do PT, enquanto 32.2% se declarou a favor das cotas, porque considera como uma importante política de inclusão social, 6.0% afirmou que não tinham opinião a respeito do tema.

Perguntamos a opinião dos entrevistados sobre a Bolsa Família, 67.8% se declarou contra, enquanto 25.1% se declarou a favor, 6.7% não tem opinião sobre o tema.

Em seguida, perguntamos a opinião dos entrevistados, sobre o envolvimento do ex governador Aécio Neves com denúncias de corrupção. 56.5% acredita que Aécio está envolvido com corrupção, enquanto 23.3% acha que talvez  Aécio esteja envolvido com as denúncias de corrupção em curso, 9.5% dos entrevistados declararam que Aécio não está envolvido com corrupção, 10.2% afirmaram que não tem opinião a respeito do tema.

É de destacar que os jovens entre 16 e 20 anos são os que mais antipatizam com o PT, 91%, mas também os que mais apóiam o sistema de  cotas(66.7%) e a Bolsa Família (66.7%). Já os entrevistados que ganham acima de R$5.000,00 Reais, em 84.3% antipatizam com o PT, e é os que mais simpatizam com o PSDB (27%), e se declaram sem simpatia por nenhum partido (67%), 70% se declaram contra o sistemas de cotas, 70.4% é contra a Bolsa Família, e 53.9% acredita que Aécio está envolvido com corrupção, 77.4% quer a saída imediata da presidente Dilma.

 

 

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GOVERNO DO BRASIL: saída fora do marco legal

Rumo ao impoderável

em por Edir Veiga 15 de março, 2016 - 01h27

 

Parece-me que alguns fatos,  a partir da  possível batida em retirada do PMDB da base do governo Dilma  já podem ser visualizados no Brasil atual: 1-  Existe uma grave crise econômica em curso, 2- Existe  evidente corrupção demonstrada pela operação Lava Jato, 3- Existe uma cristalina parcialidade  dos grandes meios de comunicação de massas, especialmente da rede globo,  relacionando a crise econômica e  corrupção com o governo federal.

 Neste momento,  milhões de pessoas estão indo  às ruas em  busca de solução imediata para a crise, que passa pela destituição imediata do governo.  Este fato vem cindindo a base de sustentação da presidente da república, enfim: O GOVERNO DO BRASIL ACABOU.  Que fazer? não existe mediador da  crise, se é  o Poder Judiciário  que neste momento joga gasolina na fogueira com ameaças sucessivas de prisão da principal liderança política brasileira? sem fatos materiais, até agora,  que comprovem sua ligação com a operação Lava Jato.

Não existe fato material que relacione a presidente Dilma Roussef com os escândalos de corrupção detectados pela Operação Lava Jato. Os fatos comprovados já se fizeram sentir com as prisões de tecnocratas, empresários e políticos do PT, PMDB e PP.  Neste momento os procuradores federais e até estaduais de São Paulo tentam forçar, sem fatos materiais, a relação entre a presidente e a corrupção.

Outro estupro às mais elementares noções de produção de culpa são as ameaças de prisão contra a maior liderança política do PT, que  é o ex-presidente Lula.  Os cartórios registram que o Triplex , tanto comentado nas investigações  não está em nome de Lula, e sim em nome da construtora OAS. Mas os procuradores, sem fato material tentam  dizer o contrário, produzindo manchas no nome do ex-presidente de difícil reparação.

Mas o fato central desta conjuntura é que O GOVERNO DA PRESIDENTE DILMA ACABOU.  E mais, não existe saída  sem quebrar os marcos legais. Como afastar a presidente se inexiste  indício de culpabilidade da presidente?  com a radicalização da oposição na busca de derrubar o governo, abriu-se um fosso dentro do congresso nacional incontornável.

Não há possibilidade no curto prazo  qualquer visualização de um pacto nacional que salve o governo e a ordem legal. A população está convencida pelos meios de comunicação de massas que a presidente é culpada direta pela corrupção em curso.  ACRISE ECONÔMICA É A CADA DIA ALIMENTADA PELA CRISE POLÍTICA.

Qualquer saída que passe pela remoção dos poderes da presidente ...é ruptura constitucional, QUE FAZER?  creio que o sistema político brasileiro vive um momento que deveria realizar uma missão quase impossível. Não existe liderança capaz de produzir um grande pacto nacional, que passaria pela manutenção da presidente e reconstituição de uma base parlamentar para garantir governabilidade.

O Poder Judiciário, especialmente o Supremo tribunal Federal-STF parece impactado pelas grandes mobilizações de ruas contra o governo e nada faz. Não temos nenhuma instituição capaz de moderar o sistema político brasileiro. Enfim...,TUDO INDICA QUE VAI-SE IMPEACHMAR UMA PRESIDENTE PELA INCAPACIDADE DE COMBATER A CRISE ECONÔMICA. Parece que teremos uma quebra do marco legal e abriremos um precedente perigoso para futuros governos no Brasil.

Dizer que as pedaladas fiscais legalizam o impeachment, me parece uma forçação de barra. Pedalada fiscal  não significa corrupção e este expediente já foi usado antes , sem qualquer consequência política ou legal. E agora STF? e agora Rede Globo?  o Brasil parece que está num beco sem saída.

Esta crise revela que nosso sistema político e judiciário ainda estão longe da maturidade. Esta crise acirrará a visão ainti-institucional de nossa esquerda e de nossa direita. Será que reviveremos as repúblicas de 1934 e de 1946 no Brasil? 

 

 

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Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar aqui.


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