2014: Disputa sanguinária em curso.

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Por Edir Veiga 29 de junho, 2014 - 19h46

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2014: o PP rifará Jefferson Lima?

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Por Edir Veiga 21 de junho, 2014 - 23h30

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2014: Todos podem vencer

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Por Edir Veiga 15 de junho, 2014 - 08h17

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2014: Disputa sanguinária em curso.

em por Edir Veiga 29 de junho, 2014 - 19h46

Jatene e Helder formaram super coligações eleitorais. Ou seja, o segundo turno acontecerá ainda no primeiro. A iminente inviabilização da candidatura de uma terceira via competitiva, representada pelo ex prefeito Duciomar Costa parece que se materializa. Caso as demais candidaturas dos micro partidos não atinjam 5%  de votos, a eleição poderá se decidir em primeiro turno.

A presença de diversas candidaturas governistas ao senado  potencializa a vitória da candidatura da coligação PMDB/PT, representada pelo ex-deputado federal Paulo Rocha.

As possibilidades de vitória da recandidatura  Jatene é inversamente proporcional à estruturação da candidatura Helder nos grandes centros urbanos do estado. Caso os governistas não consigam demonizar Helder, as chances desta oposição moderada aumentam enormemente.

Assistiremos uma das eleições mais sangrentas dos últimos 30 anos para o governo do Pará. A agenda negativa deve ser hipertrofiada, tendo em conta o equilíbrio da disputa em curso. O voto de esquerda e progressista deve ser dividido entre o PSOL (5%) e os votos brancos e nulos(5%).  Os votos brancos e nulos, que sempre ficam em torno de 6%, deve chegar, nestas eleições ao montante dos 11%, o que representaria em torno dos 450 mil votos de protesto.

Contra Jatene pesa o longo período de mandonismo do PSDB no Pará e contra Helder pesaria a disputa bipolar dos meios de comunicação,  onde o nome de Jáder e sua relação com acusação de corrupção é constantemente retroalimentado pelo grupo de comunicação rival.

Jatene enfrentará outro adversário terrível que é a agenda pública que hoje assola o País, e que é materializada por reivindicações sintetizadas nas jornadas de junho de 2013, onde a eficácia dos serviços públicos é uma exigência do cidadão comum das cidades brasileiras: saúde, segurança e saneamento sintetizam estes clamores. Nas grandes cidades soma-se  o desejo por uma mobilidade urbana que humanize idas e vindas ao trabalho cotidiano.

Contra Helder, pesará subsidiariamente  sua história na administração pública, representada pelo balanço de seus 8 anos à frente do governo de Ananindeua. Enfim, estas eleições desnudarão os Reis. Quem for podre vai se quebrar.

Todas minhas pesquisas informais indicam que a experiência administrativa e a capacidade em realizar serão os critérios fundamentais para  o eleitor mediano escolher seu candidato ao governo.  Somente 10% do eleitorado  levará em conta a questão da corrupção para decidir o seu voto. Portanto, será o voto retrospectivo que orientará a tomada de decisão do eleitor paraense.

Como esta eleição deverá ser marcada pelo alto grau de acusações mútuas, existiria teoricamente o espaço para uma terceira via competitiva. Mas a esquerda, representada pelo PSOL, abriu mão de nomes com poder para competir porT esta possibilidade, e por isso, dificilmente a população encontrará uma alternativa perceptiva eleitoralmente capaz de fazê-la  descartar as alternativas que se apresentarão.

Estas são as tendências que percebo hoje. Mas poderemos ser surpreendidos ainda, por um percentual de votos brancos e nulos muito acima de minhas previsões iniciais.

Tenho dito.

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2014: o PP rifará Jefferson Lima?

em por Edir Veiga 21 de junho, 2014 - 23h30

A corrida para o executivo está mais ou menos alinhavada. Os candidatos mais competitivos deverão ser três: Jatene, Helder e Duciomar. Os lances mais surpreendentes deverão ficar para a apresentação de candidaturas à única vaga ao senado federal.

Parecem certos os nomes de Paulo  Rocha pela coligação PMDB/PT e Helenilson Pontes pelo PSD e com apoio explícito do governador do estado.  A candidatura de Mário Couto pelo PSDB ainda está em processo de definição desde que este declarou desistência da luta por esta vaga ao senado e a decisão de disputar a vaga para o governo na convenção do PSDB. Por outro lado o PP anunciou a pré candidatura de Jefferson Lima ao senado.

A questão Mário Couto está vivendo um impasse e pode chegar as vias dos fatos, pois o senador paraense não admite mais de um candidato na base governista. O cálculo é simples: se a base do governo lançar mais de um candidato estará potencializando a vitória do candidato da aliança PMDB/PT.

O arranjo que atenderia as reivindicações do senador Couto seria a retirada das candidaturas de Helenilson Pontes e de Jefferson Lima. A questão é: Jatene estaria disposto a “bancar” esta decisão num contexto de claro confronto com o senador  Mário?

Por outro lado, Jefferson Lima, se vier a ser candidato ao senado poderá ser a grande surpresa eleitoral. Hoje ninguém se aproxima deste nome em todas as sondagens acadêmicas que executei[EV1] . Abortar a candidatura Jefferson Lima poderá se constituir no maior erro eleitoral do governador Jatene e de Gerson Peres, presidente do PP.

Não tenho dúvida de que Jefferson Lima, num contexto de fragmentação das candidaturas governistas ao senado é o único nome que poderia fazer frente à candidatura Paulo Rocha. Caso o governo venha a abortar esta candidatura teria dupla perda: perderia um nome com densidade eleitoral em todas as regiões do estado e mais, potencializaria a ida deste candidato para as hostes da oposição. Sem falar da enorme perda eleitoral  que o PP e Gerson Peres acumulariam para o futuro próximo.

Creio que tudo pode acontecer até o dia 06 de julho. É esperar para conferir.


 [EV1]bort

 

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2014: Todos podem vencer

em por Edir Veiga 15 de junho, 2014 - 08h17

  A oposição eufórica contabiliza  uma coligação eleitoral com 11 partidos, incluindo PR  e DEM. Todas sondagens indicam uma percepção mais negativa do que positiva do governo incumbente. Jatene só mantém força perceptível no nordeste paraense.

Mas um governador recandidato sempre será um osso duro de roer.  Os estrategistas tucanos acreditam que Jatene vencerá bem na região metropolitana e no nordeste do Pará e equilibrará a disputa no sudoeste e  sul do Pará. Neste cenário, os tucanos chegariam nas eleições com boas chances de vitória. Jatene   vem sendo amplamente rejeitado no oeste do Pará.

O perfil das notícias políticas hoje veiculado no jornal O Liberal já nos antecipa a face da campanha que nos aguarda nos próximos meses. Será uma campanha duríssima em todos os seus aspectos, eu diria que esta disputa nos lembrará em muito os anos cinquenta e sessenta da política paraense envolvendo baratistas versus não baratistas.

Enquanto os maiores polarizadores desta competição se preparam para as batalhas “sangrentas”, onde o passado e o presente de todos serão revisitados, novas perspectivas se abrem para este pleito que poderá contribuir para amenizar os choques entre PSDB e PMDB. Este fator chama-se terceira via ou Duciomar Costa do PTB.  Todas as informações fidedignas que recebo indicam que Dudu será candidato até com 40 segundo de TV. Hoje Dudu já contaria com dois minutos, que seriam o tempo do PTB, PRB e PRTB.

Dudu contaria com três fatores que se somariam desde já em seu favor. Primeiro é que a marca da corrupção ou  malversação de recursos públicos é uma característica que já está impregnada em todos os três principais candidatos. Na verdade o povão acha que todos os três candidatos  são corruptos. E como tal, o que os diferenciará será a capacidade de realização retrospectiva. O Mais realizador terá mais chance de crescer.

Os assessores de Dudu  entendem que o mesmo é  muito conhecido nas regiões próximas de Belém e por ter sido eleito senador, não seria desconhecido no Pará. O pouco tempo na TV não o prejudicaria, haja vista que já é uma figura pública de grande notoriedade.

Um segundo fator amplamente visualizado pelos observadores políticos e por Dudu, em particular, é que todo o racha protagonizado dentro do PSDB tende a desaguar no porto do “homenzinho de Traquateua”. Dudu espera receber muitos apoiadores oriundos do grupo do senador defenestrado Mário Couto. Ninguém deixa de perceber que Couto tem um grande aliado dentro do PSDB, que é o deputado Nilson Pinto, e a terceira via sonha com estas adesões, mesmo que venham a ser informais.

Uma terceira grande perspectiva dos formuladores da terceira via é contar com o arrefecimento da intenção de voto no candidato do PMDB Helder Barbalho. Todos esperam que o que ocorreu com Socorro Gomes em 1992, Elcione em 1996 e Priante em 2012 venha a se repetir em 2014 com a candidatura Helder. Estes candidatos, segundo estes observadores, naufragaram após serem explicitamente conectados, em Belém, à figura do senador Jáder Barbalho, nas disputas para a prefeitura. Assim todos esperam que Helder venha sofrer este mesmo fenômeno nas regiões urbanas dos grandes centros eleitorais do estado.

Como o voto de Helder é um voto anti-Jatene, uma possível  queda da preferência eleitoral em Helder teria como destinatário a terceira via, representada pelo pequenino de Traquateua. O mais novo cálculo dos arraiais  da terceira via é a certeza de que a escolha do DEM como vice do PMDB, reduziria o voto petista mais programático e ideológico no candidato do PMDB. Este voto seguiria o rumo do PSOL. Assim o PMDB perderia mais uma parcela significativo de votos nas regiões mais populosas do estado.

Nesta percepção da distribuição espacial do voto nas eleições estaduais de 2014, a terceira via, não teria, em nenhuma hipótese menos de 17% dos votos válidos, o que equivaleria dizer que Dudu se transformaria no maior eleitor do Pará num eventual segundo turno. Ou seja, sobraria para a elite política apoiadora do terceira via, farto espaço no secretariado do governador eleito. Todos  estariam bem posicionados para os próximos 4 anos.

Como vemos, o cenário político do Pará está clareando. Os tucanos podem vencer. O PMDB pode vencer. E a terceira pode vir a fazer a diferença. O jogo ainda está aberto.

 

Tenho dito.

 

 

 

(4) O que você achou?

Pedro Diono (15 de junho, 2014 - 10h13)

Boa análise!

ALAN WANTUIR (15 de junho, 2014 - 11h40)

CONCORDO EM PARTE DESTA VEZ PROFESSOR, EU É QUE NÃO IRIA QUERER DO MEU LADO PRA FAZER PALANQUE AQUI NA CAPITAL AQUELE QUE É O PAI DO PIOR PROJETO DE MOBILIDADE URBANA QUE O MUNDO JÁ VIU E QUE TORROU UMA GRANA PRETA PARA OS BOLSOS DE NINGUÉM SABE. NA POLÍTICA MUITA COISA NÃO SE RETRATA EM NÚMEROS, ELA É CIRCUNSTANCIAL, ENTÃO, POR ISSO, EM PARTE CORCORDO COM SUA ANÁLISE.

Alberio (15 de junho, 2014 - 12h52)

E as duas eleições de Helder? Como se explica. Ananindeua não é o segundo colegio eleitoral da RMB?.A verdade não seria que Priante nunca foi, realmente, candido do (e não pelo) PMDB?

2014: novo ator no tabuleiro político.

em por Edir Veiga 09 de junho, 2014 - 05h13

Em todas as sondagens informais que tenho feito, de interesse acadêmico, uma figura vem aparecendo de forma  espetacular, quase inacreditável, é a figura do radialista, apresentador de TV e ex-candidato a prefeito pelo PP, Jefferson Lima.  Para vocês terem uma ideia, este nome é o mais citado expontaneamente  para as disputas que vai de deputado estadual, federal. Para o  senado, detém maioria esmagadora das citações na região metropolitana e domina, por pouca diferença,  todo o estado.. Mesmo nas eleições para o governo J. Lima fica entre os três primeiros.

Nas pesquisas qualitativas que tenho procedido sobre o nome de Jefferson Lima observo uma grande aceitação no seio das camadas mais pobre da população e uma super rejeição nas camadas médias e intelectualizadas da sociedade.

A razão da grande rejeição de Jefferson Lima nas camadas médias e intelectualizadas deve-se à péssima lembrança retrospectiva que o eleitorado guarda da gênese e ascensão   do radialista e apresentador de TV Wladimir Costa na política paraense. O deputado Wladimir é muito rejeitado pelas classes médias belenenses, e tem muito a ver com seu estilo de “fazer política” pouco apreciado pela intelectualidade.

As classes médias da região metropolitana veem em Jefferson Lima uma espécie de clone do deputado Wladimir Costa, daí a enorme rejeição de Lima neste segmento social. J. Lima tem voz semelhante a Wladimir, é denunciador, semelhante a Wladimir e começa a trilhar no sentido da política como Wladimir, resultado J. Lima é rejeitado pelos segmentos mais esclarecidos da sociedade.

As sondagens indicam que Jefferson Lima será um fenômeno eleitoral dentre os segmentos mais pobres do eleitorado, ou seja, Lima tem densidade própria e não depende de nenhum outro candidato e nem dependerá de máquina administrativa ou financeira. J. Lima deverá obter o famoso voto de opinião de quem não tem opinião, ou seja, do esquecido pelo poder público, do despolitizado, do desideologizado, enfim do lupem proletariado. Aquela massa amorfa de quem nos falou Marx no 18 de Brumário.

Creio que Jefferson Lima deverá neste momento se preparar para ser um novo ator na política paraense. Para isso deverá firmar um perfil republicano que combine governança na tomada de decisão e controle público nos resultados de governo. Enfim, na seara das elites paraenses, está surgindo um filho do proletariado, que se bem preparado pelo seu partido, o PP, poderá trazer novas perspectiva para o povo pobre das periferias, aquele povo que ainda não foi atingido pelos serviços públicos no cotidiano.

Mas J.Lima, que neste momento se propõe a ser candidato ao senado federal, com grandes chances, caso o saiam candidatos Mário Couto e Helenilson Pontes, e caso Paulo Rocha não cresça na região metropolitana, precisará dominar  temas complexos de dimensão federal como: O estado Federativo, Pacto Federativo em dimensões política, econômica, educacional, saúde, saneamento  etc. Assim, como toda a arquitetura teórica do Estado brasileiro. A tarefa não é fácil para quem está debutando na atividade política de forma competitiva.

Mas J.Lima é bom de voto e com certeza saberá enfrentar suas deficiências teóricas e polítics. Tomara que com sua prática venha a convencer os segmentos médios e intelectuais de que pode ser sim, um republicano e venha quebrar o preconceito  wladimiriano de que está acometido.

 

Bem vindo ao mundo da política Jefferson Lima

 

Tenho dito.

 

(8) O que você achou?

Carlos Baía (09 de junho, 2014 - 07h09)

Falou Tudo!!!! Seja bem vindo, Jefferson Lima, a juventude (me incluo) te colocaremos lá, mas não nos decepcione, como outros já fizeram. Boa Sorte!!!

Luciano Santos (09 de junho, 2014 - 10h51)

Acredito na mudança e na oportunidade que o Jefferson Lima está tendo, acredito que J.L será um ótimo Senador.

Sousa (09 de junho, 2014 - 11h39)

Quais são as possibilidades de Jefferson Lima tornar-se o herdeiro do eleitorado que um dia foi foi de Duciomar Costa?

2014: Helder avança Jatene patina

em por Edir Veiga 08 de junho, 2014 - 08h24

Esta semana que passou o candidato do PMDB Helder Barbalho anunciou seu candidato a vice governador. É o deputado federal e ex-prefeito de Santarém Lira Mais. Esta “mexida” de pedra mata dois coelhos com uma só cajadada: amplia suas chances no oeste do Pará e cria enormes constrangimentos para o deputado Márcio Miranda, que é do DEM, presidente da ALEPA, e grande amigo do governador Jatene. Miranda está impedido de subir no palanque de Jatene, de acordo com a legislação eleitoral.

Mas, esta não é a consequência única  da vinda do DEM para a aliança oposicionista no estado. A vinda do DEM significa a ampliação do isolamento partidário PSDB e do governador do estado perante  aliados clássicos como o DEM.  O PR será o próximo desertor. Eu diria que o governador cometeu um erro crasso do ponto de vista da tática eleitoral. Lira Maia tentou ser o vice de Jatene. Lira é a maior liderança do oeste do Pará e de Santarém. Jatene tem enorme interdição eleitoral nesta região devido ao processo da disputa plebiscitária pela criação do estado do Tapajós. Mas Jatene recusou Lira como companheiro de chapa.

A capacidade de construção de amplas coligações é o primeiro passo para percebermos a aceitação de um determinado candidato perante o espectro partidário dentro de uma determinada competição eleitoral.  A candidatura oposicionista em vampliando a ocupação de espaços dentre partidos até então aliados do governador Jatene como o DEM, e possivelmente o PR. O PTB tenta viabilizar a terceira via no Pará, e este partido era um aliado fiel do governador Jatene.

Por outro lado, os últimos 30 dias foram eivados de notícias nos grandes meios de comunicação do “racha” entre o senador Mário Couto e o governador Jatene.  Couto teria  ficado indignado quando soube de uma reunião comandada pelo governador que pretendia substituí-lo como candidato do PSDB e da coligação governista ao senado na disputa de 2014. Segundo a grande imprensa. Couto teria “chegado” nesta reunião e virado a  mesa. A partir de então estas duas personalidades políticas dificilmente voltarão a ter relação políticas próximas.

Esta semana foi confirmada a candidatura do vice governador Helenilson Pontes ao senado, com o apoio explícito do atual governador. Jefferson Lima avisa: se abortarem sua candidatura ao senado, se desfilia do PP e fará campanha contra quem o detonar, e que no caso, seria o bloco governista.

Enquanto a oposição se fortalece a cada dia, nos hostes governista, a situação é exatamente o contrário. A Capacidade de construir coalizões é um dos indicadores chaves para a ciência política analisar as possibilidades dos candidatos em uma disputa majoritária, como esta que se avizinha no Pará.

Creio que uma disputa envolvendo um candidato que exerce o cargo de governador, é  e sempre será difícil. A máquina administrativa e orçamentária têm pesos fundamentais em regiões de um país que congrega a metade sua população economicamente ativa  vivendo com até um salário mínimo. Portanto o jogo ainda não está decidido, mas o governo vem jogando muito mal nas preliminares.

Os próximos lances serão dados nas próximas semanas. Atenção especial deve ser dado ao PR de Anivaldo Vale, ao PTB de Duciomar Costa e ao PRB do vereador Raul Batista. PPS e PSB devem fechar com Jatene no plano estadual e apoiar Eduardo Campos na eleição presidencial.  

Tenho dito.

 

(6) O que você achou?

Aílton Teixeira (08 de junho, 2014 - 10h18)

Quem sair por ultimo apague a luz. Falta alguém de bom senso no ninho tucano para avisar ao Jatene que a barca furou e não tem coletes salva vidas para todos ....

Wilson nunes (08 de junho, 2014 - 17h42)

É isso ai meu professor, como sempre dando show em suas pastagens políticas' deixando o eleitorado paráense sempre informado.

Marcio Montoril (08 de junho, 2014 - 17h49)

Imagino que o Helder está sendo muito mais esperto do que o Jatene. No caso o Dudu será o menino dos olhos de ouro, como vc mesmo diz, no caso de um segundo segundo turno no caso se ele chegar aos 10% do eleitorado, entendo que ele poderá ser uma peça fundamental e poderá barganhar alguma coisa do futuro governo. Será?

2014:a engenharia para a conquista de mandato parlamentar

em por Edir Veiga 02 de junho, 2014 - 05h21

Muitos políticos estarão disputando mandato parlamentar. Uns buscando a reeleição outros tentando “varar” neste concorrido mercado. No Pará temos pelo menos 5 milhões de eleitores e 41 deputados estaduais e 17 deputados federais. O TSE aprovou a ampliação deste números para 45 e 21 respectivamente, mas esta iniciativa enfrenta barreiras políticas no congresso nacional com as bancadas do sul e sudeste.

Os  políticos que já detém mandato e os políticos que lutarão por um mandato devem estar antenados com as regras do jogo e devem saber usá-las em seu favor. A primeira pergunta que o candidato deve fazer é qual o quociente eleitoral provável para a eleição de um  deputado, seja ele federal ou estadual, dependendo de qual cargo  se vai disputar.

O quociente eleitoral se obtém dividindo o número de votos válidos pelo número de assento parlamentar em  disputa.  Em seguida o candidato deve fazer outra pergunta: qual o quociente eleitoral provável de meu partido? Obtém-se o quociente partidário dividindo o número de votos do partido pelo quociente eleitoral.

De posse destas informações básicas, o candidato deve estar muito bem “consultado” sobre o poder  eleitoral/parlamentar de seu partido e se auto-perguntar, novamente:  meu partido tem condições sozinho de “fazer” o quociente eleitoral? Caso positivo, qual o potencial de votos de meu partido? Quantos assentos podem ser conquistados pela minha legenda?

Caso o partido seja pequeno ou “nanico”.  Um partido eleitoral nanico detém entre 0 e 4.99% dos votos, e um partido pequeno entre 5 e 10% dos votos válidos. Um partido médio entre 10.1 e 20% dos votos e um partido grande acima dos 20% dos votos. A mesma métrica se usa para classificar os partidos quanto ao seu tamanho parlamentar.

Caso o candidato seja um político de primeira viagem, a necessidade de ter muitas informações sistêmica sobre as regras do jogo e sua operacionalização é imprescindível. Afinal, em uma eleição temos candidato que se elege deputado estadual com 10.000 votos e outro que não se elegeu com 40 mil votos. Só o domínio das regras evita este tipo de situação.

Respondido a pergunta sobre o potencial de voto de um partido, caso a resposta seja negativa em relação à conquista do quociente eleitoral, o candidato enfrentará outro dilema estratégico para suas possibilidades eleitorais:  precisa-se de uma coligação eleitoral, e aí surge mais uma pergunta: com qual o partido deve se coligar, com partidos pequenos, médios ou grandes?

Caso um partido nanico ou pequeno opte em fazer uma coligação eleitoral, então surge uma diretriz de imediato: deve-se procurar parceiros que impulsionem a obtenção de pelo menos dois assentos parlamentares. Mas não basta escolher qualquer parceiro. Deve-se escolher parceiros que não disponham de candidatos que já possuem mandatos parlamentares. Caso este pressuposto seja atendido, a disputa dentro da coligação fica mais simétrica. Ou seja, partidos médios e grandes devem ser, de pronto, descartados.

Para chegar a estes parceiros ideais é necessário um estudo do desempenho eleitoral, em eleições pretéritas, de todos os parceiros ou candidatos a parceiros de coligação. Verificar se estes partidos mantém o mesmo poder de fogo agora, semelhante ao que ostentou nas eleições de 2010. Verificar a capilarização municipal de cada partido candidato à coligação. E por último produzir uma chapa proporcional formulada a partir de uma visão geopolítica da disputa eleitoral e que contemple, claramente, a figura de puxadores de votos para potencializar o desempenho eleitoral da coligação.

No rumo de tomar a decisão de qual coligação deve-se se somar, é decisivo que o candidato tenha em mãos um estudo científico sobre o desempenho dos partidos e coligação nas eleições de 2010, verificar o potencial de voto atual. Projetar a bancada de cada partido e coligação, verificar quantos assentos poderão, de fato, ser conquistado pela sua coligação. Assim, a possibilidade de disputar uma eleição “como bucha de canhão” de outros candidatos diminui bastante.

Ahh, bucha de canhão significa, participar de uma eleição, gastar recursos matériais e organizativos para somar legenda para os candidatos mais bem estruturados em todos os sentidos. Logicamente que o conjunto das regras que regem a captura de sufrágio deve ser obedecida, sob pena de cassação de mandato a posteriori.  A figura do cientista política e do advogado eleitoral são decisivos para enfrentar, ganhar o jogo, e evitar perder mandato por desrespeito às regras da competição eleitoral, em sí.

Tenho dito. Boa sorte na disputa.

 

 

(2) O que você achou?

Bruno Menezes (02 de junho, 2014 - 07h15)

Prezado Cientista, de forma singela e bem contemporânea é a máxima que: Com a semente plantada do separatismo do estado, hoje o candidato deve pensar bem antes de subir ou descer o estado, pois quem levantou a bandeira do "não" terá muitas dificuldades de garimpar votos pro sul do Pará e assim de forma contrária. Eu que trabalho com política no Sul do Pará, vejo nas discussões de rodas de amigos, bares, restaurantes, nas ruas e principalmente nos faces, nas mídias sociais…Tá difícil até do candidato fechar com o prefeito ou com os vereadores da cidade para o sucesso nas urnas, a população está mais informada e politizada. De fato, o estado de Carajás já existe, mas o de direito, ainda não! Buenas a todos e excelente semana!

Marcos Antonio Leal de Almeida (05 de junho, 2014 - 18h34)

Brilhante como sempre professor/cientista político Edir veiga, parabéns suas postagens muito contribuem para o pleno exercício da Democracia...Abrçs!!

2014: a busca do vice ideal.

em por Edir Veiga 26 de maio, 2014 - 06h27

Neste momento Jatene, Helder e Dudu buscam o vice ideal para suas chapas. Em uma chapa majoritária parte-se de um pressuposto geopolítico para a escolha do nome tido como ideal. Por exemplo: Jatene busca um vice que venha do sul, sudeste ou oeste do Pará. Helder deve estar pensando num vice que venha a dividir a votação com Jatene nas regiões metropolitana e nordeste do Pará.  Dudu deve estar pensando num vice que traga dividendos de qualquer região do interior. Dudu tem sua base na capital.

Semana que passou circulou a notícia de que Jatene havia escolhido como vice o deputado federal Zequinha Marinho. Zequinha é pastor evangélico e tem grande votação no sul e sudeste do Pará. Helder se movimenta entre Lira Maia, que é uma grande liderança no oeste do Pará e um possível nome vindo do sul do Pará a ser pactuado com o prefeito de Marabá João Salame. Dudu, na surdina sonda nomes  como Lira Maia, Lúcio Vale, e até um nome egresso da terceira via representada aqui no Pará pelo PSB e PPS.

Uma coisa parece certa, todos fazem cálculo de quem mais agrega voto ao candidato majoritário. Segundo informações de bastidores, o deputado Lira Maia vem exigindo a candidatura de vice governador como condição para a adesão do DEM. Caso Jatene de fato venha a preterir Lira Maia na vice este pode migrar para o candidato do PMDB ou do PTB.

Pesquisas recentes detectam que Lira Maia vem sofrendo o mesmo efeito “divisão do Pará”  na região metropolitana de Belém semelhante ao que Jatene  vem sentindo nas regiões oeste, sul e sudeste do Pará. Ou seja, a mesma rejeição que Jatene ostenta nestas regiões, Lira Maia, como um dos baluarte da luta pela criação do estado de Tapajós, vem sentindo  perante o povo da região metropolitana, muito especialmente dentre o eleitorado de Belém.

Segundo especialistas, se for feito um jogo matemático entre ganhos e perdas, Lira Maia teria boa influência entre o eleitorado do oeste do Pará, mas perderia em escala dentre o grande  eleitorado da região metropolitana, especialmente Belém. No final, o que prevaleceria seria as perdas em relação aos ganhos eleitorais. Em síntese, quando o eleitorado é perguntado sobre sua disposição de votar em um candidato tendo Lira Maia como candidato a vice governador, em Belém, é fantástico o exército de eleitores que afirmam que diminuiria sua vontade em votar neste candidato ao governo que teria Lira como vice.

Enfim, nomes que venham a disputar os cargos de candidato a vice governador, assim como nomes ao senado, se transformam em questões cruciais dentro da estratégia eleitoral que embala cada candidatura ao governo do estado. Novos lances deste jogo devem surgir nas próximas semanas. É esperar para conferir.

(3) O que você achou?

Marcio Montoril (26 de maio, 2014 - 18h28)

Entendo eu que o correto seria verificar as intenções de voto para Lira Maia na região de sua origem. Se por acaso a aceitação do seu nome favorecer um percentual acima de 70 % era conveniente o risco, do contrário o risco poderia ser desastroso. Se considerar o mesmo percentual com a quantidade de eleitor de cada região, é lógico que a nossa cobriria todas elas, afinal, a quantidade de eleitores daquí é muito maior. O ceerto é mesmo saber se Lira Maia está com essa bola toda no seu lugar.

julio branches (28 de maio, 2014 - 09h24)

Parabens pela materia,mas minha opiniao(comunidades)as quais tenho acesso/contato,em maioria concordam que alem desse bom transito pelas diversas localidades... deve ser " uma candidata'.

julio branches (30 de maio, 2014 - 04h25)

Prof. Continuarei,claro, a ler e admirar suas materias...mas, nao vou " achar"mais nada pois o que "acho" nao passa no crivo e consequentemente nao e' divulgado,logo...??? Grande abraço!

Eu, minhas opções e a posição de um cientista.

em por Edir Veiga 24 de maio, 2014 - 19h27

Eu gostaria que a Dilma se reelegesse porque foi o PT quem melhor cuidou das universidades federais. FHC quase destruiu a academia. Gosto muito do governador Jatene porque ele busca sempre racionalizar a máquina pública e possui uma tremenda responsabilidade fiscal, o que é muito bom para o Estado, que sempre deve ser utilizado para o investimento em todos os setores da sociedade e não ficar capturado por grupos corporativos, sejam eles públicos ou privados.

Gosto das políticas sociais dos governos populares, mas detesto quando estes perdem o equilíbrio entre receita e despesa, e em nome da reeleição produzem gastos sociais para além da capacidade arrecadadora do Estado. Gosto das políticas de controle fiscal da direita, mas detesto quando os gastos sociais são menosprezados.

Detesto governos democráticos que, em nome de um populismo disfarçado, admitem como normal depredação do patrimônio público e privado ou a captura, sistemática, das vias públicas e rodovias por minorias inconsequentes.

Mas como cientista busco assumir a condição de um analista imparcial, o que não é fácil. Não consigo ficar calado quando percebo nos meandros das pesquisas quali-quantitativas os indícios de tendências eleitorais, mesmo que pareçam imperceptível para o cidadão comum ou para o partidário apaixonado.

Vejo informações localizadas e consistente que apontam para macrotendências nas eleições de 2014. 70% do eleitorado sinalizam para mudanças no rumo do governo. Vejo o povo nas ruas denunciando a falência dos serviços públicos. Percebo que a democracia tende a substituir grupos e partidos que ficam na direção do governo por mais de três eleições consecutivas. Parece claro que a população rejeita o modelo do sistema político brasileiro, mesmo de forma fragmentária e inconsciente.

Creio que a conjuntura estrutural deste momento aponta para a degola de governantes, seja ele de direita ou de esquerda. Seja governante estadual ou federal. Lógico que muitos governadores, e até a presidente, usando da virtú, poderão sobreviver à tsunami pacífica que varrerá as urnas em 2014.

O PT peca no governo federal no tratamento da economia, na responsabilidade fiscal e em relação ao tratamento republicano da coisa pública. Estes erros trarão grande dificuldade na sucessão presidencial em curso. Os tucanos pecam na direção do governo do Pará por não terem minorado os problemas da violência, da assistência à saúde e da mobilidade urbana.

Hoje Dilma seria reeleita e Jatene derrotado. Daqui a  150 dias, casos as macrotendências tomem corpo e Aécio e Campos se tornem conhecido do povão, que combinado com a percepção negativa da economia, poderemos ver garantido o segundo turno com a subsequente  dificuldades para que o PT mantenha o controle do governo federal.

 Sem dúvida, variáveis institucionais, administrativa e de patronagem dão enorme vantagem na largada desta corrida aos governantes que buscam a reeleição. Funcionam como verdadeiro doping eleitoral.  Mas só no momento da largada. Depois a população entrará em contato com programas, projetos e balanço crítico destes governos. Neste momento diminui em muito o poder do governo sobre o eleitorado.

O trabalho de construção e desconstrução serão armas da situação e da oposição. O candidato governista maximizando suas realizações e minimizando suas omissões. A oposição maximizando as omissões do governo e minimizando as realizações.

O povo será o árbitro. As propagandas fantasiosas serão desmascaradas e o trabalho concreto será evidenciado. As mentiras serão anuladas e as verdades serão comprovadas com fatos, depoimentos e a visualização objetiva. Quem é “podre” se quebra. Esta é a beleza da democracia competitiva e de massas.

As urnas rejeitam o baixo nível e elogiam o bom combate. Grupos governantes favoritos podem virar pó no curso de 45 dias. Quem cuida da cidade, do Estado e do país  a partir de projetos estruturantes e ações transparentes e republicanas tenderão a permanecer na vida pública. O corrupto e o enganador tendem a desaparecer. Esta é a bela história da democracia ocidental. O Brasil caminha neste sentido.

Continuarei a evidenciar as macrotendências doa a quem doer. Esta é minha natureza

Tenho dito.

 

 

 

(2) O que você achou?

Marcio Montoril (25 de maio, 2014 - 19h44)

Bom, toda esta análise está correta, eu como cidadão clamando por mudanças, queria muito que tudo isso acontecesse. Na minha opinião ainda acho que não será nessa eleição. Quem dera que o povo fosse mesmo um árbitro implacável e que não se vendesse por meia duzia de ovos. Quisera vc estar certo, quisera ...

Marcos Antonio Leal de Almeida (27 de maio, 2014 - 18h07)

Parabéns Edir Veiga por seus comentários Políticos sempre com o intuíto de informar da melhor maneira nosso povo, sempre busco informações em seu blog, sou seu fã...Abrçs

Sucessão de governo: levante de 2013 afetará urnas em 2014?

em por Edir Veiga 18 de maio, 2014 - 06h39

Venho falando desde o pós junho de 2013 que aquelas memoráveis jornadas representaram a entrada em  cena, no Brasil, da sociedade civil do século XXI. Este mesmo fenômeno, por outras motivações já haviam varrido o oriente médio e a África com a primavera Árabe. Nestes países ditatoriais, foi uma luta pela primeira geração de direitos, ou seja, a proteção do indivíduo e da sociedade contra o arbítrio do governante absoluto.

Aqui no Brasil, as mobilizações refletiram uma luta por direitos de terceira e quarta geração:  direitos sociais, funcionamento dos serviços públicos, desenvolvimento sustentável, transparência na política e luta contra a corrupção.

Mas as jornadas do centavo, que foi o mote para aquele grande movimento, revela muito mais do que os nossos sentidos perceberam. Aquele movimento  q revelaria algumas características únicas para a história recente dos movimentos políticos no Brasil. A convocação foi individualizada através das redes sociais. Cada pessoa ou pequeno grupo expressa um tipo de reivindicação(self opinion), Não havia comando centralizado e as centrais sindicais, os partidos, os governos e congressos foram amplamente repudiados.

Lembro-me bem quando o Movimento Passe Livre de São Paulo suspendeu seus chamados à ruas, e o povo continuou em mobilização. Este fato retirou qualquer dúvida em torno de quem era “dono” daquelas manifestações...ninguém...e...todos. Cada um presente era seu próprio dono e não obedecia a comandos políticos ou ideológicos.

O século XVIII assistiu grandes revoluções que lutavam por liberdade, a exemplo das revoluções americana e Francesa. O Século XX assistiu grandes revoluções que lutavam pela igualdade, a exemplo das revoluções Russa e Chinesa, parece que o século XXI assistirá as revoluções pela  eficácia, eficiência e efetividade dos serviços públicos, ou seja é a era das revoluções desideologizadas, despartidarizadas, que não tem preferência e nem preconceito com nenhum tipo de governantes, seja ele de centro, direita ou esquerda: o povo quer ver seus impostos bem empregados e os serviços públicos funcionando de fato e com qualidade.

Caso estes pressupostos, sobre o ano de 2013,  guardem alguma relação com a realidade, poderíamos inferir algumas tendências que poderiam vir a ocorrer durante o ano eleitoral de 2014. Quem for governo, seja nos planos estadual, seja no plano federal, deverão ser responsabilizados pelos péssimos serviços públicos de saúde, segurança e mobilidade urbana.

Firmando estes pressupostos, poderíamos concluir que há uma enorme tendência psicológica de que quem for governo está com a cabeça na guilhotina. Isto não quer dizer que todos os governantes incumbentes serão derrotados, o que estamos afirmando é que existe uma tendência nesta direção.

A última pesquisa  divulgada pela CNI/IBOPE em dezembro de 2013, revelou  que dos 27 governadores apenas 4 obtiveram nota superior a 5. Ou seja, 90% dos governadores estavam reprovados na opinião pública dos estados naquele momento. Estes dados empírico revelam, desde aquele momento,  uma tendência de derrota que deverá perseguir os governantes incumbentes em 2014 no Brasil.

Existe uma tendência subjetiva de que as memoráveis jornadas de 2013 desemboquem nas urnas em 2014. Caso esta tendência se materialize assistiremos a maior degola, do período republicano,  de governantes e seus candidatos neste pleito próximo vindouro. Parece que vivemos o efeito de enxaqueca política da população causada pela insuficiência dos serviços públicos e pelo festival de escândalos protagonizados pela classe política e hipertrofiado pela mídia sensacionalista. Traduzindo: enquanto não for enfrentado da ineficácia, ineficiência e inefetividade dos serviços públicos a população tenderá a conceder avaliação negativa aos governantes, mesmo que eles tenham feitos outras obras, mas que não atendam a infraestrutura social. Notem, este é um texto ensaísta e que produz cenário prováveis.

Creio que a renovação parlamentar mantará a média entre 40 e 50%, e os votos brancos e nulos deverá ter um incremento entre 10 e 15%, a média tem sido de 4 a 6%, devido ao “aborrecimento” de parte da população com a atuação da classe política.

Em síntese: quem for governante que coloque a “barba de molho”, 2014 é um ano de ajustes de contas. Talvez tenhamos um ou outro governante que escape desta degola. Em que pese a avaliação da presidente Dilma vir se deteriorando paulatinamente, esta ainda possui muitos recursos, para além dos governadores, para tentar reverter esta tendência de queda. Dilma já vem perdendo no sul, sudeste e centro-oeste, e parece que esta tendência chega ao norte. Não tenhamos dúvida, Eduardo Campos terá votação significa no nordeste e grande parte deste voto migrará do PT para o PSB, de Dilma para Eduardo.

Três fatores alterarão este ambiente de pessimismo em relação à candidatura da presidente Dilma:1- que o escândalo da Petrobrás seja minimizado na cabeça da população, 2- que o escândalo de superfaturamento das obras da copa sejam atenuados, e 3- que a economia brasileira pareça aos agentes econômicos e à sociedade que está sob controle. Creio que estas três possibilidades são de baixa probabilidade de vir a acontecer nos próximos  6 meses.

Portanto o cenário aponta para uma tendência de degola dos governantes incumbentes, ou seja, aqueles que estão no exercício do governo.

Tenho dito.

 

 

 

(4) O que você achou?

Fagner (18 de maio, 2014 - 08h44)

Falta considerar as jornadas de junho de 2014, que não tardarão!

Pedro Diono (18 de maio, 2014 - 09h48)

Vc ta com uma análise bem focada.

Marcio Montoril (19 de maio, 2014 - 05h49)

Meu caro Edir. Diz um ditado "O futebol é o ópio anestésico do povo". Se por acaso o Brasil ganhar a Copa do Mundo, será que este cenário do qual vc comenta pode sofre mudanças significativas a favor do governo ? Será que a oposição radical está mais preocupada em ganhar o governo do que torcer para o Brasil ser campeão ? Qual a sua opinião ?

Senado 2014: situação fragmentada faz oposição favorita

em por Edir Veiga 10 de maio, 2014 - 17h18

O cenário que começa a ser descortinado  no meio político paraense no que concerne às eleições senatoriais, já nos autorizam a produzir algumas especulações  sobre os possíveis arranjos das forças políticas e as prováveis consequências  eleitorais.

Neste momento estão sendo especulados vários nomes que se situam no espectro governista-tucano: Mário Couto PSDB, Sidney Rosas PSB, Helenilson Pontes PSD e Jefferson Lima PP. Por outro lado, pelo campo oposicionista,  até o momento, com poder de competição surge apenas um nome , o ex-deputado do PT, Paulo Rocha.

Não é preciso ser nenhum expert em política para concluir, que se este cenário de fragmentação das forças governista for mantido na disputa senatorial, o favoritismo do candidato do PT, representando a oposição  é total.

Caso as forças governistas viessem a se unificar em torno de um único nome para o senado, o cenário da disputa seria bem diferente para a coalizão eleitoral comandada pelos tucanos. Não tenhamos dúvida. O governador Jatene tentará unificar forças em torno de uma única candidatura.

Para atingir este objetivo o governador  tentará, em acordo com o PP, abortar a candidatura ao senado do radialista e apresentador de TV Jefferson Lima, assim como, sentar na mesa Mário Couto, Sidney Rosa e Helenilson Pontes para chegar a um único nome.

O PSD Nacional, representado pelo ex-prefeito de São Paulo, Kassab, segundo fontes confiáveis, afirma de que não abrirá mão de uma posição majoritária na chapa de Jatene. Ou seja, o PSD  quer no mínimo uma vaga ao senado ou ocupar o cargo de candidato a vice governador. O senador Mário Couto já avisou, não abre mão de sua candidatura ao senado, uma vez que se acha um candidato natural do partido, por já estar ocupando esta vaga.

Jefferson Lima também já mandou recados, caso sua candidatura seja retirada à sua revelia, se desfiliará do PP e assumirá uma postura independente nas disputas de 2014. Parece que o nome de Sidney Rosa é o único que se submeteria à uma apreciação individual do atual governador e candidato Simão Jatene.

O desafio que o governador Simão Jatene tem pela frente para construir uma tática eleitoral competitiva para a disputa senatorial, não é pequeno.  Creio  que Mário Couto, pelo peso que possui na máquina partidária estadual e no núcleo duro do tucanato nacional não será limado. Neste cenário Helenilson Pontes, Sidney Rosas e Jefferson Lima são candidatíssimo à degola.

Por certo a coalizão tucana ao senado sofrerá razoável abalo após esta difícil decisão política. Caso  o governador fosse levar em conta o poder de competição eleitoral de cada pré-candidato, sem dúvida nenhuma, o nome de Mário Couto sairia na frente, seguido de perto por Jefferson Lima, que vinha surpreendendo em todas as sondagens de opinião pública realizada até dezembro de 2013.

Por outro lado, a oposição em qualquer cenário é favorita na disputa para o senado. O candidato do PT, seja ele Paulo Rocha ou Ana Júlia, possui visibilidade política suficiente para se transformar em nomes competitivos, afinal estes dois nomes já disputaram eleições majoritárias estaduais, e têm ampla notoriedade perante o eleitorado estadual.

Em síntese: se a situação sair dividida, perde, por antecipação,  as eleições senatorias no Pará.

 

 

(3) O que você achou?

Marinho (10 de maio, 2014 - 18h00)

Prezado Edir. Concordo com sua avaliação quanto a divisão do lado governista entretanto tenho conversado com as pessoas por vários municípios (nordeste, oeste e metropolitana) percebo o desgaste desses candidatos do PT. Precisamos debater mais. Aguardo seu contato.

Omar Bueres (12 de maio, 2014 - 09h22)

A leitura acerca da disputa a única vaga ao Senado, em parte, tem minha concordância, fazendo reparos apenas no que se refere às candidaturas de Mário Couto e Ana Júlia Carepa. O primeiro, em que pese haver até se destacado como oposição, não mais consegue unir em torno de seu nome não apenas o tucanato, mas também, ao contrário da vez passada, os partidos aliados. Seus longos ausentamentos de suas bases o enfraqueceram perante o eleitorado, o que também já ocorreu com outros, a exemplo de Jarbas Passarinho, Aluísio Chaves e Ademir Andrade, o que é um risco que todos os senadores assumem, pois o exercício do mandato verdadeiramente os prende em Brasília. Já a Ana Júlia saiu do governo, em razão da derrota para Jatene, com a imagem desgastada, o que não conseguiu reverter ao longo de 4 anos, dada sua total ausência dos grandes embates eleitorais desde então, sem falar nos escândalos provocados vez em quando por decisões da Justiça Eleitoral, havendo grande repercussão sobre a notícia de que ela e Anivaldo Vale estão inelegíveis. Há, contudo, perfeitas condições de Ana Júlia se eleger para cargo proporcional. Seja qual for a opção, ainda terá que vencer as divisões internas do PT, onde sabemos que a Dilma, sua facção, é minoritária.

Davi Batalha (14 de maio, 2014 - 18h05)

Clap clap clap! Palmas estridentes para a ciência da política ou, como preferem os acadêmicos como o professor Edir, para a ciência política. O post simplesmente antecedeu as jogadas que aconteceriam no tabuleiro político senatorial essa semana aqui pelas terras parauaras ( ver http://blogdoespacoaberto.blogspot.com.br/2014/05/mario-couto-disposta-chutar-o-pau-da.html), especialmente no que tange à fragmentação da chapa governista, que detém multicandidaturas ao Senado e que dá a preferência ao fiel vice-governador Helenilson Pontes. A postura do governador - antevista brilhantemente pelo professor no post supracitado, e com todas as principais consequências possíveis - de preferir um quadro do PSD em detrimento de um Senador do próprio partido, e do racha que beneficia principalmente a fortíssima candidatura de Paulo Rocha do PT, se consumou ontem na reunião tucana - com a presença do governador e sua preocupação exclusiva com sua reeleição a argumentar o sacrifício da candidatura do Senador Mário Couto em prol de sua própria. Mário ameaçou bater chapa com Jatene na convenção para indicar o nome para o governo, e Jatene saiu fora da réu antes do final. Se se estender a elocubração para o cargo de Governador, e a situação sair fragmentada para a disputa, quem ganha mais com isso? Helder, Duciomar, Araceli? Com a palavra, O Príncipe da ciência política local, que desde as eleições passadas têm brindado seus leitores e alunos com o que há demelhor na pesquisa e análise de dados e cenários políticos do Pará, Edir Veiga! Abraços Davi Batalha

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Este Blog é um espaço de informação sintética sobre fatos políticos Nacional e estadual e sobre a vida da comunidade da UFPA. Quem quiser acompanhar ensaios, artigos, debates políticos e acadêmicos deve acessar aqui.


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